Dois, três... nove coelhos: biólogo denuncia abandono de animais na Lagoa Rodrigo de Freitas; vídeos

 

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O biólogo Mario Moscatelli alerta para o abandono de animais na Lagoa Rodrigo de Freitas e cobra maior fiscalização por parte da prefeitura. Segundo ele, nove coelhos foram deixados na área de naturalização do corte do Cantagalo. Até o momento, quatro foram resgatados por sua equipe, estão em tratamento e deverão ser encaminhados para adoção. De acordo com Moscatelli, a Patrulha Ambiental se comprometeu a recolher os outros cinco.

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O caso não é isolado. Na semana passada, o biólogo já havia resgatado no mesmo local um jabuti abandonado, que corria risco de atropelamento. No sábado, após receber a informação de que dois coelhos haviam sido vistos na área, sua equipe foi ao local e constatou, aos poucos, que, na verdade, eram nove animais no total.

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Segundo Moscatelli, a presença desses animais é prejudicial tanto para eles quanto para o ecossistema. Por serem domésticos, os coelhos não encontram na lagoa os alimentos adequados e ainda ameaçam a vegetação em processo de recuperação.

— A proposta da lagoa não é se tornar um safári, muito menos receber espécies domesticadas. Aquilo não é uma fazendinha. A ideia é revitalizar o ambiente para atrair animais silvestres. O coelho não tem ali o alimento ideal e, além disso, tem alta capacidade de reprodução, o que pode gerar superpopulação e comprometer as espécies vegetais que estão sendo reintroduzidas — afirma.

O biólogo destaca que, diante da importância do projeto de recuperação ambiental da lagoa, é fundamental reforçar o monitoramento da área, tanto para evitar o abandono de animais quanto para coibir ações de vandalismo.

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— Já solicitei à prefeitura a instalação de câmeras voltadas para a ciclovia e as margens da lagoa. Não tem a ver com trânsito, mas com segurança e proteção ambiental. Além de aumentar a segurança dos frequentadores, isso ajudaria a inibir danos à flora e à fauna. A Guarda Municipal e a Polícia Militar não podem ficar responsáveis por esse tipo de situação o tempo todo, então por que não usar a tecnologia a favor do meio ambiente? — questiona.

Procurada para comentar o episódio, a Secretaria municipal de Meio Ambiente não respondeu até a publicação desta reportagem.

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