Dois suspeitos de tráfico de drogas são presos em condomínio de luxo em Salvador, moradores de casas diferentes
Dois homens suspeitos de tráfico de drogas foram presos nesta terça-feira (26) em um condomínio de luxo do bairro de Stella Maris, em Salvador. Eles eram moradores de casas diferentes, e a Polícia Civil da Bahia investiga agora se há ligação entre eles. Durante a manhã, como parte da Operação Naufragium, agentes do Departamento Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (Denarc), com apoio do Departamento de Inteligência Policial (DIP), realizaram a prisão do primeiro homem, de 29 anos. Também foi apreendido um veículo de alto padrão, uma Land Rover Evoque.
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Pouco depois, no entanto, uma denúncia anônima informou que outro morador do mesmo condomínio de luxo, também de 29 anos, estaria comercializando drogas. Depois de analisarem câmeras de segurança que capturaram o suspeito carregando uma sacola, os agentes o abordaram.
Segundo os policiais, ele teria confessado que estava tentando esconder a droga, cerca de um quilo de maconha "gourmet", espécie modificada geneticamente que tem maior quantidade de THC (Tetraidrocanabinol), o principal psicoativo da planta, e que pode custar até 50 vezes mais. A Denarc estima que esta quantidade custe R$ 20 mil no mercado ilegal de drogas. Também foram apreendidas duas balanças de alta precisão.
“O entorpecente localizado com o suspeito é de uma variedade comercializada para usuários de maior poder aquisitivo, em razão da alta concentração da substância. A partir das investigações, será apurado se o suspeito possui ligação com o investigado preso anteriormente no mesmo condomínio”, destaca o delegado Ernandes Júnior, diretor da Denarc.
A Operação Naufragium foi deflagrada inicialmente na última sexta-feira (22), mobilizando mais de 150 policiais civis e desarticulando um esquema estruturado de tráfico de drogas, comércio ilegal de armas de fogo, lavagem de dinheiro e organização criminosa, segundo a Polícia Civil da Bahia. Na ocasião, foram cumpridos 13 mandados de prisão e 25 mandados de busca e apreensão. O primeiro homem preso no condomínio também estaria comercializando entorpecentes considerados de alto grau de pureza, segundo a investigação.
A polícia aponta ainda que o grupo utilizava redes sociais e aplicativos de mensagens para vender as drogas para consumidores de classe média e alta.
