Dois mil condutores de veículos elétricos já foram abordados em ações educativas da Prefeitura do Rio; entenda novas regras

 

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Dois mil condutores de bicicletas elétricas, autopropelidos, ciclomotores e patinetes elétricos foram abordados, em três dias, em ações educativas da Prefeitura do Rio para explicar as novas regras referentes à circulação desses veículos na cidade. As normas foram regulamentadas pelo Decreto Municipal nº 57.823, publicado na segunda-feira. A fiscalização começou horas depois. Nesta quinta-feira, um dos focos é o bairro da Lagoa, na Zona Sul.

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Só na quarta-feira, 697 usuários foram orientados, em bairros como Tijuca, Arpoador, Copacabana, Leblon e Barra da Tijuca. Não foram aplicadas multas, já que as ações são educativas. Na Tijuca, por exemplo, os trabalhos ocorreram nas ruas Barão de Mesquita (altura do Colégio Militar) e Uruguai (altura da Rua Conde de Bonfim). As fiscalizações foram as primeiras realizadas no bairro da Zona Norte após a publicação do decreto que estabeleceu regras de circulação, limites de velocidade, uso de equipamentos de proteção individual e diretrizes de fiscalização.

As equipes são compostas por agentes da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop), Guarda Municipal, Secretaria Municipal de Assistência Social e especialistas em educação no trânsito da CET-Rio.

A psicóloga Maria Eduarda Lannes

Madson Gama

— O pessoal da Guarda Municipal me parou na Avenida Atlântica para explicar as novas regras. Eles falaram que quem não tem pedal não pode andar na ciclovia, o que percebo que ainda não está muito claro para as pessoas. Descobri também que há um limite de velocidade para a bicicleta elétrica, de 25km/h. Assim como eu não sabia, muitos ainda não têm essa informação — relatou a psicóloga Maria Eduarda Lannes, de 29 anos, moradora de Copacabana.

A dançarina Stefany Ramos, de 27 anos, que se locomove de autopropelido em Copacabana, disse que, às vezes, fica sem saber onde pode circular com o veículo.

— Teria que ter um reeducação geral, de todos os tipos de condutores que circulam na via. Está tudo muito confuso para todo mundo — pontuou.

Novas regras

O decreto municipal publicado na segunda-feira proibiu a circulação de ciclomotores e autopropelidos nas ciclovias, em vias onde estão implantados corredores de BRS (exclusivo para ônibus e táxis com passageiros) e naquelas onde a velocidade supere os 60km/h.

Fiscalização da Secretaria de Ordem Pública na Tijuca

Divulgação/Fábio Costa/Seop

As bicicletas elétricas deverão priorizar ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas. Quando não houver a estrutura, poderão circular apenas em vias de até 60 km/h, pelo bordo direito e no sentido da via, assim como ciclomotores e autopropelidos.

O texto equiparou os autopropelidos — exceto patinetes elétricos — aos ciclomotores e passou a exigir o emplacamento do veículo e a habilitação na categoria A para os condutores. O prazo para a regularização é 31 de dezembro. No entanto, o Detran RJ — responsável pelo registro de veículos e pela emissão de carteiras de habilitação no estado — informou que não pode realizar o emplacamento de autopropelidos. O órgão argumentou que o uso de placas por esses veículos não é previsto pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran).

Novos limites de velocidade

A partir de sexta-feira, a velocidade máxima nas vias ao longo da orla, do Leme ao Pontal, ficará limitada a 60km/h. A decisão foi tomada pelo prefeito Eduardo Cavaliere e, segundo ele, tem como objetivo “promover uma adequação” ao decreto municipal publicado na segunda-feira que proibiu a circulação de ciclomotores e autopropelidos nas ciclovias, em vias onde estão implantados corredores de BRS e naquelas onde a velocidade supere os 60km/h.

Com exceção das praias da Reserva e de São Conrado, onde o limite já era esse, a velocidade até então permitida na orla era de 70km/h, o que, na prática, baniria aqueles veículos de circular nas avenidas à beira- mar.

A mudança vai valer a partir do primeiro minuto de sexta-feira. Nesta quinta, serão trocadas as placas de sinalização nas avenidas Lucio Costa, Delfim Moreira, Vieira Souto e Atlântica.

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