Dois dos suspeitos de maus tratos contra o cão Orelha, que estavam nos EUA, retornaram ao Brasil nesta quinta (29)
Os dois identificados como suspeitos de maus tratos contra o cão comunitário Orelha, que morreu após as agressões na Praia Brava, uma das áreas mais pobres aqui de Florianópolis, retornaram ao Brasil, nesta quinta-feira (29), depois de uma viagem aos Estados Unidos, segundo a Polícia Civil.
Eles haviam deixado o país depois da morte do animal para uma viagem pré-programada, segundo a investigação.
Todos os quatro são apontados como autores do espancamento, outros dois já tinham sido alvos de uma operação policial na segunda-feira. Os nomes, idades e localização do suspeito de atacar o Orelha não foram divulgados pela investigação, tendo em vista que o Estatuto da Criança e do Adolescente. O ECA, prevê sigilo absoluto nos procedimentos envolvendo menores de 18 anos. O ato de apuração de atos infracionais, que apura o envolvimento dos jovens, foi aberto pela Delegacia de Atendimento ao Adolescente, em conflito com a Lei da Capital, mas não há uma data marcada ainda para eles serem ouvidos.
A gente lembra também que três adultos, dois parentes, também foram indiciados, suspeitos de quase uma testemunha durante a investigação do caso. Segundo a polícia, a vítima foi o vigilante de um condomínio, que teria uma foto que poderia ajudar a esclarecer. A polícia aponta que o Orelha foi agredido no dia 4 de janeiro, na Praia Brava.
Ele foi encontrado ferido e agonizando por pessoas que estavam no local, levado a uma clínica veterinária e, no dia 5 de janeiro, ele foi submetido a eutanásia devido à gravidade dos ferimentos. Os exames periciais indicaram que o Orelha foi agredido na cabeça com objeto contundente, ou seja, sem ponta ou lâmina.
A investigação também apura uma tentativa de afogamento de um outro cão comunitário, chamado Caramelo, na mesma praia. Tem imagens dos adolescentes pegando o animal no colo, e testemunhas relataram que viram o grupo jogando o cachorro no mar.
