Como os robôs estão ganhando espaço na Serra Gaúcha Seja nos corredores de um hospital, entre as mesas de um restaurante ou no ritmo acelerado das linhas de produção industriais, os robôs já circulam pela Serra Gaúcha em ritmo acelerado.
Longe de serem apenas uma promessa futurista, eles assumem funções cada vez mais importantes no presente. O avanço da automação tem ajudado empresas e instituições a ganhar eficiência, reduzir esforços repetitivos e liberar profissionais para atividades mais estratégicas e humanas.
📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Em um hospital de Caxias do Sul, uma das integrantes mais conhecidas da equipe não é médica nem enfermeira.
A "colega" tecnológica percorre os corredores de forma autônoma para levar medicamentos até os postos de enfermagem. Robô em hospital de Caxias do Sul
Reprodução/ RBS TV Abastecida pela equipe da farmácia hospitalar, ela segue trajetos pré-definidos e utiliza sensores capazes de identificar obstáculos pelo caminho.
Ao chegar ao destino, avisa o setor por telefone para que os medicamentos sejam retirados. Segundo a coordenação da farmácia hospitalar, mais de três mil medicamentos são transportados todos os meses pelo robô dentro da instituição.
Para o hospital, o principal benefício é dar aos profissionais um recurso valioso: tempo para estar ao lado dos pacientes. "Existem questões que transcendem a questão do interação homem-máquina.
É a troca de olhares, a troca de experiências", diz o presidente da Unimed Caxias do Sul, André Leite. Grostoli com sotaque italiano
Mas não é só na área da saúde que as máquinas chamam atenção. Em Garibaldi, um restaurante transformou a automação em experiência para os clientes.
O espaço foi planejado para a circulação de robôs garçons, com mesas fixas, piso adequado e corredores amplos. Entre uma entrega e outra, a simpática atendente eletrônica ainda conversa em italiano.
"Espero que goste de seus pratos. O restante será servido em breve", diz o robô.
Robô em restaurante de Garibaldi (RS) Reprodução/ RBS TV
Para a gerência do estabelecimento, os robôs ajudam principalmente a transportar bandejas e objetos mais pesados. Já as tradicionais cozinheiras seguem protagonizando a preparação dos famosos grostolis.
"Um funcionário teria que carregar todo esse peso até a mesa do cliente. Desta forma, o robô faz o trabalho pesado.
Ele consegue ter um ambiente melhor de trabalho para o funcionário também", aponta o gerente Fabiano Ferrari. Exército de 600 robôs
Robô da fábrica da Tramontina de Carlos Barbosa (RS) Reprodução/ RBS TV
Se nos hospitais e restaurantes os robôs chamam atenção, dentro das fábricas eles já se tornaram indispensáveis. Na fábrica multinacional Tramontina de Carlos Barbosa, cerca de 600 máquinas automatizadas participam da produção que chega a dois milhões de produtos por dia.
De acordo com a direção da empresa, a automação vem sendo ampliada há décadas com o objetivo de melhorar processos e qualidade. A ideia não é substituir pessoas, mas reduzir tarefas repetitivas e direcionar trabalhadores para funções de maior valor agregado.
"Há uma integração e uma necessidade. Até porque se você não tiver o fator humano, não vai ter a programação, a robótica, a inovação", afirma o diretor comercial Marcos Antônio Grespan.
São os robôs que movimentam estoques, abastecem linhas de produção e executam etapas da fabricação de panelas e frigideiras. Em poucos instantes, chapas metálicas se transformam em produtos acabados graças ao trabalho conjunto entre tecnologia e profissionais especializados.
"Então, os robôs nos auxiliam em diversos aspectos da operação, dando muita confiabilidade, produtividade e uma diversa gama de aplicações", comenta o gerente técnico Rafael Vagliatti. Quem programa as máquinas?
Por trás de cada movimento preciso existe trabalho humano. Em uma empresa de Caxias do Sul especializada em soluções de automação industrial, programadores e técnicos são responsáveis por ensinar os robôs a executar cada tarefa.
Velocidade, trajetos, desvios e movimentos milimétricos precisam ser configurados por profissionais que transformam as necessidades dos clientes em operações automatizadas. "A gente pega uma necessidade de um cliente, torna isso viável, fazendo a solução de acordo com o produto e a necessidade do cliente", diz o diretor executivo Eduardo Sachet.
O resultado é uma produção capaz de funcionar sem interrupções, mantendo o mesmo padrão de qualidade e repetibilidade durante todo o processo. Para profissionais que atuam na área, a ideia de que os robôs substituem trabalhadores não encontra respaldo na prática.
As máquinas assumem tarefas repetitivas e de precisão, enquanto a programação, a operação e o desenvolvimento das soluções continuam dependendo de pessoas. "Isso gera uma melhoria de qualidade, também faz com que o funcionário não tenha necessidade de fazer operações repetitivas e possa ser deslocado também para áreas onde o seu trabalho tem um valor agregado maior", diz o diretor comercial da Tramontina Marcos Antônio Grespan.
Robô em restaurante de Garibaldi (RS) Reprodução/ RBS TV
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