Do forró ao jazz, Oswaldinho do Acordeon deixa um grande legado na música nacional

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Fonte da notícia: Carta Capital Carta Capital

Jornalista há 25 anos, Augusto Diniz foi produtor musical e escreve sobre música desde 2014. O sanfoneiro morreu neste domingo 25, aos 72 anos

Referência na sanfona no País, Oswaldinho do Acordeon morreu neste domingo 25, aos 72 anos. Filho do cantor, compositor e acordeonista baiano Pedro Sertanejo, Oswaldinho ganhou uma sanfona do pai ainda criança. Ao se mudar para São Paulo, aos 12 anos, iniciou sua carreira fonográfica com o lançamento de um compacto.

Já o primeiro álbum foi lançado em 1972, sob o título Evolução. Por influência do pai, aproximou-se de sanfoneiros históricos, como Dominguinhos e Sivuca — com os quais, inclusive, lançou o álbum Cada um Belisca um Pouco (2004), trabalho indicado ao Grammy Latino.

Oswaldinho também conviveu intensamente com Luiz Gonzaga. O Rei do Baião tornou-se sua principal referência, e Oswaldinho, seu discípulo, chegou a acompanhar Gonzagão em apresentações ao vivo.

Ao longo da trajetória, também gravou com outros grandes nomes da música brasileira, como Milton Nascimento, Elba Ramalho e Ney Matogrosso. Sua discografia destaca-se por transcender as fronteiras do forró, passeando da música clássica ao choro em registros fonográficos.

Virtuoso, extraía de seu acordeom sonoridades do blues e do jazz. Graças à sua técnica e à sua versatilidade, abriu portas em festivais e palcos internacionais, dividindo parcerias com expoentes estrangeiros como Paul Simon e Didier Lockwood.

Entre seus álbuns mais expressivos, que comprovam sua facilidade de transitar por diversos gêneros, estão Forró in Concert (1981), Oswaldinho (1987) e Asa Branca Blues (2002). O disco inteiramente autoral Oswaldinho (1975) consolidou o reconhecimento do artista e impulsionou definitivamente sua carreira.

Mestre de gerações, Oswaldinho do Acordeon deixou seguidores na música, entre eles o jovem acordeonista Pablo Moura. Nas redes sociais, Moura relatou ter sido tratado como um filho pelo instrumentista e relembrou um ensinamento marcante do mestre: “Não adianta você ser talentoso se não for um bom ser humano”.

Augusto Diniz Jornalista há 25 anos, com passagem em diversas editorias. Foi produtor musical e escreve sobre música desde 2014.

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