Dívidas, folha salarial e reeleição: Márcio Tuma abre o jogo sobre o Paysandu

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A temporada de 2027 promete ser desafiadora para o Paysandu em diferentes aspectos. Dentro de campo, o clube vai para o segundo ano seguindo disputando a Série C do Campeonato Brasileiro, em um cenário que pode indicar investimentos abaixo do esperado.

[youtube=crpXnCZgy4c] Fora das quatro linhas, o quadro bicolor pode ser ainda mais agravado por conta de um débito que ficou congelado em 2026.

A recuperação judicial fez com que o clube não tivesse gastos com as dívidas na Justiça. Porém, isso pode acontecer a partir de fevereiro do próximo ano, como relatou o presidente do clube, Márcio Tuma, em entrevista exclusiva ao Grupo Liberal.

"A lei fala em suspensão (do pagamento das dívidas) por seis meses e mais seis meses. Então na prática, essa Assembleia (de credores) teria que ocorrer em fevereiro (de 2027).

Esse é o prazo legal, mas a gente sabe que nem sempre o judiciário consegue dar vazão a tantos processos e pode ser que haja algum tipo de atraso. Em tese, é um ano o prazo (para iniciar o pagamento), mas pode demorar mais", explicou.

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Apesar da incerteza, Márcio Tuma garante que o Paysandu está preparado para arcar com o pagamento assim que for decidido pela Justiça. "Vamos adotar a mesma cautela, e também nos programar para ter um orçamento para destinar os valores para o adimplemento (pagamento) da recuperação judicial, caso o processo ande com todas as aprovações necessárias e a gente tenha que fazer o pagamento", completou.

A entrada do clube em recuperação judicial aconteceu em fevereiro deste ano após uma dívida que bateu a casa dos R$ 16 milhões, todas oriundas do elenco que defendeu o Papão na temporada de 2025. Influência no campo

Mas nem só de Justiça viverá o Paysandu em 2027. Nas quatro linhas, o clube tenta dar início, de forma efetiva, ao planejamento da próxima temporada.

Para isso, entender a condição financeira virou ponto central na gestão Márcio Tuma, que deve ser reeleito presidente bicolor nas eleições do início de novembro. "Estamos estudando esse teto (salarial do elenco).

Estamos vendo ainda essa 'cifra'. Ainda não tenho isso fechado para te falar", contou.

Para amenizar os possíveis impactos nos cofres do clube, as cotas das competições tendem a ser um alívio e tanto ao Paysandu em 2027. Ao todo, serão cinco campeonatos no calendário com Supercopa Grão-Pará, Campeonato Paraense, Copas Norte e do Brasil e Campeonato Brasileiro.

Márcio Tuma participou ainda do podcast "De Salto Alto", com os jornalistas Syanne Neno e Rodolfo Sousa. (Cristino Martins/O Liberal)

Segundo Márcio Tuma, no caso específico do torneio nacional, a tendência é haver um acréscimo no repasse ao clube por conta do aumento no número de jogos. "A tendência é que na Série C de 2027, a gente tenha uma cota de transmissão maior, porque teremos um número maior de partidas com o aumento do número de participantes".

"E com relação ao nosso comercial, receitas de marketing, patrocinadores, a gente está sempre em busca de novas receitas, da venda de nossos ativos, atletas, para que a gente possa complementar e possa ter um patamar financeiro melhor para montar também um, um time mais competitivo", completou.

2027-28 No próximo dia 3 de novembro, os sócios do Paysandu vão às urnas escolher os novos integrantes dos Conselhos Deliberativo e Fiscal e a nova diretoria do clube.

Sendo chapa única, Márcio Tuma será reeleito ao lado de Ícaro Sereni e Diego Moura, candidatos à vice-presidentes. Com estabilidade na principal cadeira do Paysandu, Márcio Tuma prefere traçar apenas uma meta para o próximo ciclo da gestão: subir de divisão no futebol brasileiro.

"A meta sempre vai ser subir (de divisão). Sempre vai ter o acesso (de divisão).

A meta principal. Agora, claro, que a gente vai disputar outras competições.

Esse ano nós chegamos na quinta fase da Copa do Brasil. Foi uma participação inédita, muito boa do Paysandu.

A gente pretende, pelo menos, igualar (em 2027), mas quem sabe ampliar, chegar nas oitavas. A gente está buscando trabalhar novos horizontes.

2027 e 2028 não vai ser diferente", finalizou. 

Publicação Original O Liberal oliberal.com
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