Disparada do combustível aéreo reduz margem das companhias e pressiona tarifas, analisa especialista

 

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O aumento expressivo no preço do querosene de aviação anunciado pela Petrobras deve impactar diretamente o bolso dos passageiros nos próximos meses. Em entrevista ao Jornal da CBN nesta sexta-feira (3), o engenheiro e mestre em transporte aéreo Adalberto Febeliano afirmou que as tarifas podem subir até 20%, diante da alta de 54,6% no combustível, que já acumula elevação de 64% desde o início da guerra no Irã.

Segundo o especialista, o querosene representa entre 30% e 35% dos custos das companhias aéreas e, com o novo cenário, pode chegar a até 45%. Sem margem para absorver o aumento, as empresas tendem a repassar rapidamente os custos ao consumidor. Ele explica que, mesmo com estratégias de precificação dinâmica para lotar aviões, a elevação do combustível torna inevitável o encarecimento das passagens.

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'As empresas aéreas não têm estrutura para absorver uma alta dessa magnitude. É inevitável que esse aumento seja repassado e que os voos fiquem um pouco mais vazios', afirmou Febeliano.

No curto prazo, medidas como o parcelamento do reajuste podem aliviar parte da pressão, mas o cenário depende da duração do conflito e da volatilidade do petróleo. Caso os preços elevados persistam por vários meses, o especialista alerta para possíveis ajustes mais severos, como redução de rotas, devolução de aeronaves e demissões no setor.

Ouça a entrevista completa: