Disney cancela remake de um clássico de 1973 após anos em desenvolvimento; saiba qual

 

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Quem nunca cresceu ouvindo histórias de heróis que roubavam dos ricos para ajudar os pobres? Para muitos fãs da Robin Hood da The Walt Disney Company, a clássica raposa fora da lei marcou a infância com aventura, humor e música. Mas o retorno desse universo em um novo formato acabou ficando pelo caminho.

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O estúdio cancelou o remake em live-action do clássico animado de 1973, que estava em desenvolvimento para o Disney+. A confirmação veio do próprio diretor do projeto, Carlos López Estrada, que comentou o assunto durante uma sessão de perguntas e respostas no Reddit. Segundo ele, o filme foi encerrado pela empresa após anos de desenvolvimento.

“Está morto, infelizmente”, afirmou o cineasta. Conhecido por trabalhos como Blindspotting e Raya and the Last Dragon, Estrada disse ter ficado decepcionado com o cancelamento. “Acredito que havia algo muito especial ali. Tínhamos criado uma trilha sonora verdadeiramente extraordinária”, acrescentou.

Projeto buscava reinventar o clássico

Anunciado em abril de 2020, o remake pretendia combinar atores reais com animação em CGI, seguindo a estratégia da Disney de revisitar seus clássicos em versões híbridas. O roteiro foi escrito por Kari Granlund, que já havia adaptado Lady and the Tramp, enquanto a produção ficaria a cargo de Justin Springer, envolvido em filmes como Dumbo e Tron: Legacy.

A proposta era reinterpretar a história com uma abordagem contemporânea, preservando o tom de aventura e comédia que marcou a animação original. Segundo Estrada, a equipe havia desenvolvido um conceito visual próprio e avançado na criação de uma proposta musical inovadora.

Apesar disso, após vários anos sem avanços significativos, a Disney decidiu encerrar o projeto. A empresa não apresentou uma justificativa pública para a decisão.

Um clássico que atravessou gerações

Lançado em 1973, o desenho Robin Hood transformou a tradicional lenda medieval em uma história protagonizada por animais antropomórficos. O herói aparece como uma raposa, enquanto João Pequeno surge como um urso e o vilão Príncipe João como um leão.

A trama acompanha a luta dos habitantes de Nottingham contra os impostos abusivos impostos pelo príncipe. Na época, o filme foi um sucesso comercial: arrecadou cerca de US$ 32 milhões nas bilheterias com um orçamento estimado em US$ 5 milhões. A canção “Love”, parte da trilha sonora, também recebeu indicação ao Oscar.

Estratégia de remakes passa por ajustes

Nos últimos anos, a Disney tem apostado em novas versões de seus clássicos. Produções como O Rei Leão, Cinderela, A Bela e a Fera, Aladin e A Pequena Sereia alcançaram grande repercussão, algumas ultrapassando a marca de US$ 1 bilhão em bilheteria. Em 2025, por exemplo, Lilo & Stitch também teve desempenho expressivo.

Nem todos os projetos, porém, tiveram a mesma recepção. O estúdio chegou a suspender temporariamente a adaptação de Enrolados após a reação morna ao remake de Branca de Neve, ainda que o projeto tenha sido retomado posteriormente.

Entre os próximos lançamentos confirmados está a versão em live-action de Moana, estrelada por Dwayne Johnson como Maui e pela estreante Catherine Laga'aia no papel da protagonista. O filme tem estreia prevista para 10 de julho.