Carlos Boulos, tio de Guilherme Boulos, ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República no governo Lula, foi atropelado e morreu na madrugada desta terça-feira após uma discussão de trânsito em São Paulo. O homem que causou o acidente foi indiciado por homicídio doloso, quando há intenção de matar.
Meia tonelada de cocaína: Fazendeiro é preso suspeito de ceder propriedade para o tráfico internacional de drogas entre Bolívia e Brasil 'Ai se eu te pego': Pastor Lucinho Barreto e Igreja Batista da Lagoinha são condenados por fala sobre beijo na boca da filha Carlos desembarcou de sua caminhonete durante uma discussão com um motorista que estava logo atrás. O outro condutor avançou contra o dentista, que caiu e bateu a cabeça, causando ferimentos graves. Guilherme Boulos (PSOL) publicou uma mensagem nesta quarta-feira lamentando a morte do tio: — Meu tio Carlos era uma das pessoas mais generosas com quem convivi. Uma alma única. É desolador o que ocorreu. Partiu vítima de uma violência humanamente inexplicável. Vá em paz, meu velho! Te amamos muito! — disse o ministro nas redes. Detalhes do caso O autor do atropelamento é o técnico em eletrônica Amilton Jusselino Rodrigues, de 61 anos. Ele foi indiciado por homicídio doloso qualificado por motivo fútil após ser ouvido pela Polícia Civil de São Paulo. Segundo o boletim de ocorrência, Carlos Boulos estava dirigindo uma caminhonete Hyundai Hilux preta quando parou na vua na noite de sábado para discutir com o motorista de um veículo que teria colidido com a traseira de seu carro. Após Carlos deixar o automóvel, Amilton Rodrigues avançou com o carro contra o dentista e fugiu sem prestar socorro. Carlos Boulos foi socorrido por uma ambulância que passava pelo local logo depois do atropelamento e levado ao Hospital das Clínicas. O atropelamento foi registrado em vídeo por uma pessoa que estava logo atrás dos veículos e presenciou a discussão. Duas testemunhas também foram ouvidas sobre o caso. As imagens permitiram a identificação da placa do veículo. Suposto autor do crime foi liberado Amilton prestou depoimento à Polícia Civil e foi liberado após apresentar sua versão sobre o caso. Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), ele não foi preso porque se apresentou espontaneamente e não havia mais flagrante. A defesa, representada pelo advogado Natan Tolintino, afirmou que o homem tentou deixar o local por se sentir ameaçado e para proteger a esposa, o filho e a si próprio. Segundo a defesa, ele não teve a intenção de atingir Carlos, e essa versão seria corroborada pelos depoimentos de seus familiares. A defesa diz ainda que a dinâmica do caso deverá ser esclarecida pelas imagens, pela perícia e pelos demais elementos reunidos durante a investigação. (Com g1)
O Globo