Dirigente do BCE diz que alta de juros em setembro será necessária mesmo que cenário melhore

Dirigente do BCE diz que alta de juros em setembro será necessária mesmo que cenário melhore

Fonte: Bandeira



O Banco Central Europeu (BCE) precisará aumentar as taxas de juros pelo menos mais uma vez para conter a inflação, e uma deterioração nas perspectivas poderia justificar um aperto monetário maior do que o esperado atualmente, afirmou nesta segunda-feira o presidente do banco central eslovaco, Peter Kazimir.


O BCE manteve os juros na semana passada mas deu sinais claros de um aumento em sua próxima reunião, em setembro, já que os preços do petróleo e do gás dispararam neste mês devido à retomada do conflito no Oriente Médio.


“Continuo a acreditar que será necessário pelo menos mais um aumento como parte de nosso ajuste moderado aos riscos de inflação”, afirmou Kazimir em um artigo de opinião.

“Isso se justifica mesmo que a situação melhore um pouco.”


Ele acrescentou que seriam necessários dados econômicos “muito convincentes” e acontecimentos geopolíticos nas próximas semanas para que ele não defenda uma ação em setembro.


Na sexta-feira, o economista-chefe do BCE, Philip Lane, disse que o banco central ainda considera que o atual choque inflacionário seja de magnitude média, o que exige alguma ação, mas não medidas agressivas.

“O que estamos dizendo é que vamos garantir que a inflação volte do nível atual — 3% — para 2%, digamos, ao longo do próximo ano, mais ou menos.”


Embora Lane não tenha discutido quais medidas poderão ser tomadas em setembro, ele afirmou que o BCE acompanhará de perto se o aumento dos custos da energia gerará impactos de segunda ordem nos preços ou nos salários, o que pode ameaçar perpetuar a inflação.


Peter Kazimir, presidente do Banco Central da Eslováquia e integrante do BCE

Christian Wind/Bloomberg