Diretor premiado com Oscar é obrigado a despachar estatueta em voo e prêmio desaparece

 

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A estatueta do Oscar de melhor documentário, conquistada "Um Zé Ninguém Contra Putin", simplesmente sumiu — e o desaparecimento aconteceu no aeroporto JFK, o principal de Nova York. Segundo a revista People, o codiretor e personagem do filme, o russo Pavel Talankin, estava levando o prêmio na bagagem de mão, mas ele foi obrigado a despachá-lo porque um agente da TSA (Administração de Segurança dos Transportes, em tradução da sigla) considerou que o Oscar poderia ser usado como arma. Ele foi, então, colocado numa caixa e mandado para o porão do avião da companhia aérea alemã Lufthansa, que faria o voo Nova York-Frankfurt.

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Nesta sexta, a Lufthansa informou, em comunicado, que está procurando a caixa. "Lamentamos profundamente esta situação" e "estamos realizando uma busca interna minuciosa para garantir que o Oscar seja encontrado e devolvido o mais rápido possível".

Talankin, de 35 anos, causou sensação ao ganhar o Oscar de melhor longa-metragem documental junto com o cineasta norte-americano David Borenstein em março. Realizado a partir de material que Talankin havia retirado da Rússia clandestinamente, ""Um Zé Ninguém Contra Putin" narra a doutrinação a favor da guerra nas escolas russas desde o início da invasão da Ucrânia em fevereiro de 2022.

Talankin declarou ao site Deadline que voou pelo menos uma dezena de vezes com a estatueta sem nenhum problema. "É totalmente incompreensível que considerem um Oscar como uma arma", declarou após pousar em Frankfurt na manhã de quinta-feira.

Um agente da Lufthansa havia se oferecido para acompanhar Talankin até o portão de embarque e guardar o Oscar durante o voo, mas um funcionário da TSA se opôs, ainda de acordo com o Deadline.