Diretor de seleções tem atuação questionada na CBF por raras aparições e zero diálogo com Ancelotti

 

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Apesar da renovação iminente com o técnico Carlo Ancelotti, nos bastidores da seleção brasileira há uma incógnita na CBF. A permanência de Gustavo Feijó como diretor de seleções. Alçado ao cargo por questões políticas na gestão do presidente Samir Saud, Feijó praticamente não exerce a função há quase um ano, mas se mantém com algum prestígio na diretoria.

Com o treinador, contudo, os relatos dão conta de pouco diálogo sobre futebol, planejamento ou qualquer tema referente à seleção. A questão geográfica pesa. Já que Feijó raramente vai à sede da CBF, no Rio, onde tem uma sala, inclusive.

Nas viagens de datas Fifa, por outro lado, o dirigente costuma aparecer e até levar familiares. Na última, se hospedou no hotel com a delegação, o que não é comum. E foi até o vestiário, onde é figura pouco conhecida, causando certa estranheza nos atletas.

A negociação sobre premiação dos atletas pela Copa do Mundo e a renovação de Ancelotti não tiveram a participação de Feijó, mas a CBF garante que ele está presente em temas estratégicos. Segundo relatos internos, entretanto, o diretor de seleções fica sabendo das informações pela cúpula da CBF, com quem tem relação estreita, o que conta para a manutenção no cargo.

O gaúcho de 55 anos tem contrato até o fim da Copa do Mundo de 2026. Procurada, a CBF não comentou nem confirmou se o executivo segue no projeto após a renovação de Carlo Ancelotti para 2030. Feijó também não foi encontrado para esclarecimentos sobre a sua atuação no cargo.