Direita resiste a nome escolhido por Castro para mandato-tampão e quer Felipe Curi como alternativa

 

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Os partidos da base do governador do Rio, Cláudio Castro (PL), não estão unidos em torno do nome do secretário da Casa Civil, Nicola Miccione, como escolhido para disputar um ‘mandato-tampão’ de governador do estado em maio deste ano. Castro já avisou que renunciará ao cargo no começo de abril para disputar o Senado em outubro, o que fará com que a Assembleia Legislativa escolha quem vai governar o estado até o fim de 2026.

A coluna apurou que integrantes do PL e do União Brasil consideram que o melhor nome à disposição para o ‘mandato-tampão’ é o do secretário da Polícia Civil, Felipe Curi. Querem alguém capaz de pautar o tema da segurança pública desde o princípio do ano eleitoral. Outros cotados são o secretário da Polícia Militar, Marcelo Menezes, e o secretário estadual de Cidades, Douglas Ruas. Cada um tem seu padrinho político, e a especulação mostra uma parte da direita descontente com o plano de Castro.

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O governador aposta em Nicola porque sabe que ele não tem pretensões eleitorais, ou seja, não se candidataria (se eleito indiretamente) no pleito de outubro. Para líderes da direita, o movimento interessa ao maior adversário do grupo: o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), que disputaria em outubro contra alguém que não tem a máquina do estado.

A decisão sobre qual nome irá representar a direita será tomada por Castro, Flávio Bolsonaro e Altineu Côrtes. Nicola tem a predileção do governador, mas pesa contra ele o fato de nunca ter disputado uma eleição. “Nicola não cola”, resumiu à coluna um integrante da direita.

Flávio Bolsonaro defende Felipe Curi - pesa contra o secretário da Polícia Civil, literalmente, sua profissão. Delegado influente, não tem o traquejo e a lealdade cobradas pela política. É um nome bem avaliado em pesquisas internas do PL como candidato competivo. E Altineu aposta em Douglas Ruas, filho do prefeito de São Gonçalo, Capitão Nelson, e político que orbita sua zona de influência. Ruas, no entanto, era a principal aposta do PL para presidir a Alerj a partir de 2027.

Escolhido por Castro e filiado ao PL, Nicola aguarda. Tem mantido conversas com deputados. Aos que são seus aliados, diz que o governador ainda vai entrar em campo nas articulações das eleições indiretas, a partir de fevereiro.