Dira Paes promete surpresa no final de Lígia em 'Três Graças': 'Uma nova mulher renasce'; veja altos e baixos da novela
Chegou o momento de dar tchau! Amanhã, o Brasil se despede de “Três Graças”. Quando a novela das nove estreou, substituindo “Vale tudo”, as expectativas eram altíssimas tanto por conta da responsabilidade de sustentar a audiência da faixa nobre da Globo quanto por conta do retorno de Aguinaldo Silva ao formato que ele ajudou a consolidar. Entre dramas familiares, vilanias narcisistas e químicas afiadas entre os personagens, a trama que contou a história das protagonistas Lígia (Dira Paes), Gerluce (Sophie Charlotte) e Joélly (Alana Cabral) deixará saudades.
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— Lígia começa doente, então só ficava confinada. A gente tem vontade de sair, contracenar com outras pessoas, então esse começo não foi fácil. Ela era a âncora da casa. Mas vamos ver no final da Lígia o salto para um novo futuro. Uma nova mulher renasce depois que vê a filha e a neta encaminhadas. O público vai gostar muito — avisa a intérprete Dira Paes, que celebra a dobradinha com Joaquim (Marcos Palmeira), de quem sua personagem se aproximou na reta final: — O público comentou a química entre Lígia e Joaquim. Marquinhos é incrível, meu recordista de parcerias. Quando vejo uma criança sorrindo na rua pra mim, ou é por causa de “Três Graças” ou por “Pablo e Luisão”, que voltei a gravar um dia depois do fim da novela. É uma realização muito grande para quem já está partindo para seu 41º ano de carreira.
Já Joélly foi a primeira protagonista da carreira de Alana Cabral, revelação da nova geração:
— A sensação é de dever cumprido. Saio uma Alana diferente desse trabalho, profissional e pessoalmente. Sinto que Joélly me preparou para os novos desafios que virão — destaca a jovem.
Paulinho (Romulo Estrela), Gerluce (Sophie Charlotte), Lígia (Dira Paes), Joélly (Alana Cabral) e Raul (Paulo Mendes) em "Três Graças"
Caio Aragão/Rede Globo
Viviane (Gabriela Loran), a melhor amiga de Gerluce, foi uma das surpresas da história. Representando na tela uma mulher trans, ela cresceu tanto, que a própria atriz revelou ter colaborado diretamente com os autores, dando feedbacks e emprestando características suas.
— Viviane é exatamente do jeito que sempre sonhei. Queria marcar essa personagem como humana, superando a sexualidade e o gênero. Que ela seja conhecida além disso, como Viviane — diz Gabriela.
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Daphne Bozaski, por sua vez, brilhou ao interpretar, Lucélia, uma vilã que se revelou aos poucos.
— As pessoas diziam que estavam amando me odiar — resume Daphne, que fala da trajetória da personagem: — Todos querem que Lucélia se dê mal desde o inicio. Ela precisava de um freio. Acho poeticamente trágico o final de Lucélia. Acredito que o público vai gostar.
Lucélia (Daphne Bozaski) em "Três Graças"
Reprodução/Instagram
Confira abaixo o que mais brilhou em “Três Graças”, e algumas ponderações do que poderia ter sido melhor.
Altos
O retorno de Aguinaldo Silva após cinco anos afastado da Globo. O veterano autor, criador de sucessos como “Tieta” (1989) e “Senhora do destino” (2004) voltou com uma trama que resgatou a narrativa tradicional dos novelões, com conflitos de classes, denúncia social e humor popular de qualidade.
Sophie Charlotte arrebentou como Gerluce! A mocinha caiu nas graças do público mostrando o poder de uma verdadeira protagonista.
Por falar em protagonismo, ele foi triplamente feminino e intergeracional: ter três mulheres (avó, mãe e filha) como centro absoluto da trama foi uma boa aposta. Dira e Alana arremataram o trio.
Murilo Benício e Grazi Massafera estiveram ótimos juntos, e com o texto afiado.
A veterana Arlete Salles como Josefa entregou uma atuação primorosa. Prova de que escalar atores desse naipe faz diferença no resultado.
O cantor Belo deu conta do recado estreando numa novela. A chegada de sua ex Viviane Araujo à trama só ampliou a repercussão. Não à toa, esse sucesso até gerou uma turnê musical com Xamã, outro músico que também mandou muito bem.
A representatividade na história mostrou força: a repercussão de Lorena (Alanis Guillen) e Juquinha (Gabriela Medvedovsky), além de Viviane junto de Leo (Pedro Novaes), foi enorme. O casal Loquinha ganhou tantos fãs (até internacionais) que a Globo lançou uma novela vertical focada nelas.
A nova geração, inclusive, confirma seu poder. Atores como Paulo Mendes, o Raul, cravaram sua posição no grupo dos grandes.
Baixos
O núcleo de humor da Aclimação não rendeu. Era pra ser cômico, mas não teve graça. Recalcularam a rota na reta final, mas ficou forçado o menino Cristiano (Davi Luis Flores) ser diagnosticado com autismo do nada.
Alguns atores foram mal aproveitados na história, como Barbara Reis, Leandro Lima e Juliana Alves, por exemplo. O papel de Amaury Lorenzo foi tão pequeno que o público nem se lembra dele na novela.
A ascensão repentina de Lucélia à chefona do tráfico na Chacrinha não convenceu.
Depois de levar um fora inacreditável do pastor Albérico (Enrique Diaz), Ligia perdoa Joaquim, que a menosprezou a novela inteira. Apesar da química incrível entre os atores, a personagem merecia outro desfecho.
