Dietas à base de plantas podem fornecer energia para atletas de ultra resistência, aponta novo estudo; entenda
Atletas de ultra resistência (ou ultra Endurance) superam limites físicos e mentais em provas que excedem distâncias de maratonas (42km) com duração superior a 6 horas. Agora um novo estudo mostrou que esses atletas podem preservar a massa corporal magra mesmo seguindo uma dieta à base de plantas.
A pesquisa contou com a participação de uma especialista em nutrição da Universidade de Alberta, Carla Prado, que mediu o balanço energético de dois ciclistas — um homem e uma mulher — que seguiram uma dieta à base de plantas e atravessaram o Canadá em 30 dias na primavera de 2024.
Os resultados sugerem que uma dieta à base de plantas bem planejada e rica em proteínas pode favorecer o desempenho, ao mesmo tempo que "minimiza a perda de massa magra durante o ciclismo de ultra resistência em atletas recreativos".
"Ambos os ciclistas preservaram ou aumentaram ligeiramente a massa magra, e a atleta manteve o peso corporal apesar das consideráveis exigências energéticas", escrevem os autores, acrescentando que o ciclista e pós-doutorando da Faculdade de Ciências, Timm Döbert, ganhou massa muscular e perdeu gordura, possivelmente devido a diferenças metabólicas entre os sexos.
Prado afirmou que este é o primeiro estudo a avaliar o balanço energético em atletas de ultra resistência com uma dieta à base de plantas durante um esforço sustentado de 30 dias. E revelou que os resultados foram semelhantes aos de estudos com atletas em eventos com duração de 12 horas a 17 dias.
Segundo os pesquisadores, os resultados são importantes a medida que cresce o número de atletas de ultra resistência vegetarianos e veganos, cujas dietas à base de plantas podem ser mais ricas em fibras e mais pobres em energia e proteína, o que representa um desafio para atender às necessidades nutricionais durante esforços extremos de resistência.
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