Diddy vai ser inocentado? Entenda o recurso apresentado por advogados do rapper nesta quinta
Os advogados de Sean “Diddy” Combs pediram a liberdade imediata do rapper e empresário da música em uma audiência realizada nesta quinta-feira (9) em um tribunal federal de Nova York.
Sean 'Diddy' Combs: afinal, quais crimes levaram o rapper ao banco dos réus em Nova York?
Cenas gravadas e 100 homens e mulheres agredidos: o que pesava contra Sean 'Diddy' Combs, agora condenado
A defesa de Diddy argumenta que ele estava envolvido em voyeurismo e pornografia amadora, o que, segundo eles, estaria protegido pela primeira emenda da Constituição dos EUA. De acordo com a rede americana CNN, que teve acesso ao recurso apresentado pela equipe jurídica de Diddy, os advogados do rapper também argumentaram que o juiz distrital Arun Subramanian considerou “ilegalmente” condutas pelas quais Combs foi absolvido ao calcular sua sentença.
Diddy foi condenado, em julho de 2025, a quatro anos e dois meses de prisão por duas acusações de transporte de pessoas para prostituição por organizar viagens de acompanhantes para participarem de atos sexuais com suas então namoradas. A condenação se deu com base na Lei Mann que proíbe esse tipo de conduta nos EUA. Os promotores alegaram que Combs coagiu duas mulheres a manter relações sexuais com acompanhantes masculinos, muitas vezes fornecendo drogas para sustentá-las durante vários dias. As sessões sexuais — que frequentemente eram filmadas — eram chamadas de “Freak Offs”.
Para a defesa de Diddy, a prostituição não é definida na Lei Mann e pedem ao tribunal de apelações que rejeite uma “interpretação excessivamente ampla da legislação”. Os advogados também argumentam que outros condenados pelo mesmo tipo de crime tiveram penas mais curtas, de cerca de 15 meses.
Declaração | Sean 'Diddy' Combs define própria conduta como 'repugnante, vergonhosa e doentia': 'Destruí totalmente minha reputação'
No recurso obtido pela CNN, os advogados de Diddy defendem que os "freak-offs" eram performances sexuais coreografadas, envolvendo o uso de fantasias, encenação e iluminação planejada. Segundo os advogados, tudo era filmado para que o rapper e suas namoradas pudessem assistir posteriormente à essa "pornografia amadora". A produção e a exibição de pornografia amadora, diz a defesa de Diddy, é protegida pela primeira emenda da constituição americana.
“Em outras palavras, o termo ‘prostituição’ na Lei deve ser limitado àquelas situações em que um cliente pagante mantém relações sexuais com a pessoa que está sendo paga”, diz o recurso da defesa de Didyy obtido pela CNN.
Os promotores classificaram o argumento de Combs como “sem mérito”.
Até o fechamento desta reportagem, o Tribunal de Apelação não tinha divulgado sua decisão sobre o recurso da defesa de Diddy.
