Diamante rosa roubado e reencontrado após camareira morder maçã que escondia a joia em 1926 é exibido pela 1ª vez após 100 anos

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

Um diamante rosa de nove quilates roubado há quase um século voltou a ser exibido ao público na França, com uma história de recuperação tão improvável quanto o próprio crime. Conhecida como Grand Condé, a joia foi furtada durante uma invasão noturna ao Château de Chantilly, em outubro de 1926, e recuperada semanas depois, quando uma camareira mordeu a maçã em que os ladrões haviam escondido a pedra.

Anúncio: Papa participará de oração do Ângelus no domingo, diz Vaticano, em primeira provável aparição pública desde internação Quer ler mais notícias de Mundo? Acompanhe o canal no WhatsApp Quer morar fora? Guia interativo reúne informações sobre 36 países A peça ficará exposta até 3 de janeiro no Museu Condé, instalado no próprio castelo, a cerca de 50 quilômetros ao norte de Paris, segundo reportagem da emissora BBC. Com lapidação em formato de pera, o diamante é considerado uma raridade histórica por estar entre os poucos itens do acervo real francês que sobreviveram à Revolução Francesa. A nova exposição reúne estudos acadêmicos sobre as características da pedra e documentos de arquivo inéditos relacionados à sua trajetória e ao roubo. Camareira encontrou a joia ao morder uma maçã O furto ocorreu em outubro de 1926, quando ladrões invadiram o Château de Chantilly durante a noite e levaram o diamante. Para ocultar a pedra, os criminosos a esconderam dentro de uma maçã oca. Semanas depois, uma camareira do hotel em que eles estavam hospedados mordeu a fruta porque estava com fome e encontrou a joia. O diretor do Museu Condé, Mathieu Deldicque, afirmou que o episódio, embora pareça pouco plausível, foi amplamente noticiado pela imprensa da época. A reexibição da peça ocorre em um momento de preocupação com a segurança de instituições culturais europeias, após uma sequência de roubos registrados nos 12 meses anteriores. Entre os casos está um assalto durante o dia ao Museu do Louvre, em Paris. Questionado pela CNN sobre os riscos de expor novamente uma peça tão valiosa, Deldicque não revelou o valor pelo qual o diamante foi segurado. Segundo ele, estudos acadêmicos aprofundados foram realizados para permitir a identificação inequívoca da pedra. Diamantes rosa podem valer milhões Diamantes rosa naturais estão entre as pedras preciosas mais raras do mundo e podem alcançar dezenas de milhões de dólares em leilões. Segundo a Sotheby's, o maior valor já pago em um leilão por um diamante dessa cor foi de US$ 71,2 milhões, equivalentes a £ 53,6 milhões, em 2017. O valor do Grand Condé, porém, não foi divulgado pelo diretor do museu. A origem exata do diamante rosa permanece desconhecida, mas registros históricos permitem reconstruir parte de sua trajetória. Em 1740, a pedra apareceu em um inventário dos bens de Louis Henri de Bourbon, príncipe de Condé, elaborado após sua morte. Posteriormente, o diamante integrou a coleção da rainha Maria Amélia de Bourbon-Sicílias, esposa do rei francês Luís Filipe I. A joia passou depois para o filho do casal, Henri de Orléans, duque de Aumale. O duque deixou o diamante como legado ao Institut de France, atual proprietário do Château de Chantilly. A herança também inclui milhares de obras de arte e manuscritos que compõem o acervo do Museu Condé.

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