Diamante rosa é exibido na França um século depois de ser furtado

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Joia Grand CondéReprodução Após ser furtado, há quase um século, um raro diamante rosa conhecido como "Grand Condé", voltará a ser exibido na França. O roubo da gema de nove quilates em formato de pera, aconteceu durante uma noite em outubro de 1926, no Castelo de Chantilly, na última ocasião em que a peça havia sido mostrada ao público; após ser roubada, a jóia foi escondida dentro de uma maçã.De acordo com o jornal americano BBC, o diamante é uma das poucas joias reais que sobreviveram à Revolução Francesa. O Grand Condé ficará novamente em exibição no Museu Condé, no  Castelo de Chantilly, o mesmo do qual a gema foi roubada, até o dia 3 de janeiro de 2027.A recuperação e a nova exposiçãoA joia foi recuperada rapidamente: semanas após o furto, uma empregada faminta, que trabalhava no hotel onde os ladrões estavam hospedados, deu uma mordida na fruta que escondia a joia e a devolveu para as autoridades.O diretor do Museu Condé, Mathieu Deldicque, afirmou que a história da maçã pode soar irrealista, mas confirma que a mesma foi amplamente noticiada pelos jornais da época.Com o histórico de roubo da peça e outros roubos que atingiram instituições culturais europeias nos últimos 12 meses, como o assalto que levou joias do Museu do Louvre em outubro de 2025, Deldicque tem sido questionado sobre a decisão de expor a jóia, mas não desistiu da ideia.Embora tenha se recusado a revelar o valor do seguro da joia, o diretor afirmou que um extenso estudo acadêmico sobre as propriedades do diamante foi feito, de modo que a identificação do mesmo seja facilitada em caso de roubo. Mathieu afirma que a exposição não contará somente com a peça mas, também, com os resultados do estudo e com material inédito sobre a história e o roubo da joia.Origem e valorPor mais que a história do Grand Condé esteja relacionada ao Castelo de Chantilly, sua origem real continua sendo um mistério. A primeira menção à pedra aconteceu no ano de 1740, no inventário de bens do príncipe de Condé, Louis Henri de Bourbon, elaborado após a morte dele.Depois, a joia passou a integrar a coleção da rainha Marie-Amélie de Bourbon-Sicília, esposa do rei francês Luís Filipe I, e, em seguida, de seu filho, o príncipe Henrique de Orléans, duque de Aumale.O príncipe então a destinou ao Institut de France, atual proprietário do Castelo de Chantilly, junto com milhares de obras de arte e manuscritos que formaram o acervo do Museu Condé.Diamantes rosa naturais são excepcionalmente raros e costumam ser vendidos por dezenas de milhões de dólares. O maior valor já pago por um deles em leilão foi de US$ 71,2 milhões, cerca de R$ 361.800.400 milhões em 2017.

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