Este sábado (08), chama atenção para o Dia Nacional de Combate ao Colesterol. Especialistas reforçam a importância da prevenção e da adoção de hábitos saudáveis para manter os índices sob controle, pois o colesterol é uma gordura essencial para o funcionamento do organismo, participando da formação das células e da produção de hormônios.
No entanto, quando seus níveis, principalmente do LDL, conhecido como "colesterol ruim", ficam elevados, o risco de doenças cardiovasculares, como infarto e AVC, aumenta significativamente. Alimentação rica em gorduras saturadas, sedentarismo, tabagismo e consumo excessivo de álcool estão entre os principais fatores que contribuem para o aumento do colesterol.
Nesta sexta-feira (07), o âncora da Rádio Folha 96,7 FM, Jota Batista, conversou, no Canal Saúde, com o médico cardiologista Carlos Japhet, que falou sobre os principais fatores de risco para o colesterol alto.
Acompanhe a entrevista através dos players abaixo:
Carlos Japhet iniciou a entrevista explicando que o tratamento do colesterol não segue uma regra de bolso idêntica para todos, destacando que os limites considerados seguros variam drasticamente de acordo com o histórico de saúde e as comorbidades de cada indivíduo.
"O colesterol é uma gordura essencial para o funcionamento do organismo. Ele é indispensável para a formação das células e para a produção de hormônios. No entanto, quando está em excesso, especialmente na forma do LDL, pode representar um risco importante para a saúde.
Carlos Japhet, cardiologista
Desmistificando a ideia de que o colesterol alto é fruto exclusivo de uma alimentação desregrada, o especialista apresentou a proporção real de fabricação da substância e explicou como o estilo de vida atua nessa balança.
"Cerca de 70% do colesterol do nosso organismo é produzido pelo fígado, enquanto os outros 30% vêm da alimentação. Por isso, manter uma dieta equilibrada ajuda a controlar a parcela que ingerimos. Já para reduzir o impacto da produção natural do organismo, a prática regular de atividade física é uma grande aliada, além de outros hábitos saudáveis e, quando necessário, do tratamento medicamentoso."
Ao detalhar as diretrizes médicas atualizadas, o cardiologista apontou os parâmetros numéricos ideais de LDL (colesterol ruim) para diferentes perfis de pacientes, reforçando que a medicina moderna preconiza manter essa taxa no menor nível possível.
"Os níveis ideais de colesterol LDL variam de acordo com o risco cardiovascular de cada pessoa. Em um adulto jovem e saudável, sem doenças associadas, a meta costuma ser manter o LDL abaixo de 116 mg/dL. Já para quem tem diabetes, histórico de infarto, passou por uma angioplastia ou cirurgia cardíaca, a recomendação é bem mais rigorosa: o LDL deve ficar abaixo de 50 mg/dL e, em alguns casos, até abaixo de 40 mg/dL."
Por fim, Carlos Japhet relembrou que as doenças metabólicas cardiovasculares se desenvolvem de forma invisível, exigindo que os pacientes realizem exames regulares antes que seja tarde demais.
"Tanto o diabetes quanto o colesterol elevado são condições silenciosas. Na maioria das vezes, elas não provocam sintomas e, quando apresentam algum sinal, ele costuma ser discreto e só pode ser identificado durante uma avaliação médica. Por isso, é fundamental fazer exames periódicos para acompanhar os níveis de colesterol e glicose, além de medir regularmente a pressão arterial.”
Folha de Pernambuco