Dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher: por que a estética deixou de falar apenas sobre beleza

Dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher: por que a estética deixou de falar apenas sobre beleza

 

Fonte: Bandeira



A medicina estética vem passando por uma mudança de percepção nos últimos anos. Se antes os procedimentos eram associados sobretudo à aparência, hoje ganham espaço dentro de uma discussão mais ampla sobre autocuidado, autoestima e bem-estar feminino. No Dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher, celebrado em 28 de maio, especialistas apontam a chamada estética regenerativa como símbolo dessa nova fase: uma abordagem menos voltada à transformação evidente e mais focada em naturalidade, qualidade da pele e sensação de bem-estar. A tendência acompanha uma mudança de comportamento, em que envelhecer bem deixa de ser sobre esconder o tempo e passa a envolver identidade, leveza e qualidade de vida.

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Para a médica Nívea Bordin Chacur, CEO das Clínicas Leger, esse movimento reflete uma mudança na forma como muitas mulheres se relacionam com o próprio corpo.

"Hoje existe uma visão muito mais ampla sobre saúde feminina. Muitas pacientes chegam ao consultório querendo voltar a se sentir bem consigo mesmas, recuperar segurança, autoestima e disposição. A mulher moderna quer envelhecer de forma saudável, sem perder identidade, e a estética regenerativa surge justamente com essa proposta mais equilibrada, natural e integrada ao autocuidado", afirma.

A evolução das tecnologias também contribuiu para essa virada. Procedimentos minimamente invasivos, técnicas de bioestimulação de colágeno e tratamentos voltados à qualidade da pele ganharam espaço em congressos internacionais e reforçaram uma abordagem mais preventiva e personalizada.

O médico Roberto Chacur, criador do método GoldIncision, destaca que a principal mudança está na forma de enxergar o impacto desses cuidados no dia a dia.

"Quando falamos em celulite, flacidez ou envelhecimento, não estamos falando apenas de aparência. Muitas mulheres convivem com inseguranças profundas durante anos e, quando conseguem se sentir mais confortáveis com o próprio corpo, isso também se reflete no emocional. Hoje a tendência não é transformar a mulher em outra pessoa, mas valorizar características naturais, melhorar a qualidade da pele e estimular processos regenerativos do próprio organismo", explica.

Roberto Chacur explicou por que a estética regenerativa está em alta entre mulheres

Divulgação

Segundo os especialistas, as redes sociais também influenciaram essa nova forma de olhar para a estética. Se antes predominavam padrões mais artificiais, hoje cresce a valorização da naturalidade, do envelhecimento mais leve e de procedimentos que preservem a identidade. Ainda assim, médicos reforçam que esse tipo de cuidado não deve ser visto como solução emocional isolada, mas como parte de um processo mais amplo de autocuidado e acompanhamento responsável.

"A estética não pode ser vista apenas como consumo. Ela precisa estar conectada à saúde, equilíbrio e cuidado integral da mulher", reforça Nívea.

Nívea Bordin Chacur explicou como a estética regenerativa está mudando a relação com o espelho

Divulgação

Em um momento em que o bem-estar também passa pela forma como a mulher se enxerga e se relaciona com o próprio corpo, especialistas acreditam que a estética regenerativa simboliza uma mudança consistente na maneira de envelhecer, se cuidar e construir uma relação mais leve com a própria imagem.