Dia das Mães eleva vendas em até 15% nas floriculturas de Belém

 

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Nos dias que antecedem o Dia das Mães, floriculturas de Belém registram aumento na procura por rosas, arranjos, plantas ornamentais e presentes personalizados. Considerada uma das datas mais importantes para o setor, a comemoração impulsiona as vendas, mas empresários apontam que os custos logísticos e o aumento de insumos têm impactado o ritmo de crescimento do mercado neste ano.


Segundo o gerente de compras de uma floricultura da capital paraense, Davison Yamanaka, a movimentação já se intensificou nos dias que antecedem o domingo comemorativo.


“No Dia das Mães é normal ter um fluxo mais intenso. Tem muita procura por rosas, plantas, arranjos, bouquets, cestas e rosas unitárias”, afirmou.


Além das compras individuais, empresas também procuram flores para presentear colaboradoras durante a data. Entre os itens mais vendidos estão arranjos florais, buquês e combinações com chocolates e pelúcias.


Apesar da expectativa positiva, o setor projeta um crescimento menor nas vendas em comparação aos anos anteriores. De acordo com Yamanaka, a estimativa de aumento na demanda costumava girar em torno de 20%, mas, neste ano, a expectativa ficou em aproximadamente 15%.


Para ele, o principal motivo está relacionado ao aumento dos custos operacionais.


“Tudo é questão de valor. Tivemos um aumento muito grande em tudo. O que mais pesa hoje é a logística. Combustível aumentou muito, plástico dos vasos também, porque tudo deriva do petróleo”, explicou.


Mesmo com a alta nos custos, as floriculturas buscam oferecer opções para diferentes perfis de consumidores. Segundo o gerente, é possível encontrar lembranças a partir de R$ 20, dependendo da escolha do cliente.


O sócio de uma floricultura em Belém, Kalil El Hosn, destaca que o comportamento do consumidor paraense vai além da compra tradicional de flores. “As flores representam ternura, afeto e amor. Mas metade dos clientes procura presentes diferentes, personalizados e não convencionais”, disse.


Segundo ele, além dos buquês tradicionais, cresce a procura por plantas ornamentais voltadas às mães que cultivam jardins e coleções de vasos em casa.


“Os clientes procuram plantas para mães que gostam de cultivar e se relacionar com suas espécies diferentes no jardim ou quintal”, afirmou.


Kalil também avalia que o mercado local mantém características próprias mesmo diante da concorrência de grandes produtores e supermercados.


“No Pará, o consumidor quer algo especial. A floricultura consegue confeccionar a oferta perfeita não para o bolso, mas para criar uma memória desse dia”, destacou.


De acordo com o empresário, há opções para diferentes faixas de renda. Enquanto consumidores com orçamento mais apertado conseguem encontrar presentes a partir de R$ 80, clientes que buscam produtos mais sofisticados investem em arranjos personalizados e experiências afetivas mais elaboradas.