Dez jogadores de time jamaicano não conseguem vistos para partida da Champions da Concacaf nos Estados Unidos

 

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Pelo menos dez jogadores do time jamaicano Mount Pleasant não obtiveram vistos de entrada para os Estados Unidos para a partida de quarta-feira pela Copa dos Campeões da Concacaf contra o Los Angeles Galaxy, informaram os dirigentes do clube.

O Mount Pleasant viajou para Los Angeles no domingo com um elenco de 18 jogadores, incluindo cinco atletas da base, porque o grupo foi reduzido devido aos problemas de visto.

Vários membros do elenco são do Haiti, um dos 19 países afetados pelas medidas repressivas contra a imigração impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Esse problema destaca uma das preocupações em torno da Copa do Mundo deste ano, que será realizada nos Estados Unidos, Canadá e México, já que a seleção haitiana está classificada, mas a entrada de cidadãos desse país em território americano está suspensa por ordem presidencial desde junho passado.

A mesma situação é enfrentada por cidadãos de países como Costa do Marfim e Senegal.

Embora atletas que participam de grandes eventos esportivos, como a Copa do Mundo ou os Jogos Olímpicos, estejam isentos da proibição, não estava claro se o torneio regional de clubes da Concacaf fazia parte dessas exceções.

O diretor esportivo do Mount Pleasant, Paul Christie, afirmou que o obstáculo do visto deixaria a equipe em desvantagem competitiva enquanto se prepara para enfrentar os campeões da MLS Cup 2024 nesta semana.

— Não queremos simplesmente comparecer ao jogo, queremos poder competir, mas não estão nos dando a oportunidade de dar o nosso melhor — declarou Christie ao Jamaica Observer.

Christie afirmou que seu clube não poderá escalar o seu “melhor onze inicial”.

Segundo reportagens da mídia dos Estados Unidos, a Concacaf, organismo regional do futebol na América do Norte, América Central e Caribe, tem tentado resolver os problemas.

Um porta-voz da confederação não respondeu imediatamente a um pedido de comentários da AFP.