Dez anos depois, impactos de Belo Monte seguem sob questionamento internacional
Dez anos depois de a primeira turbina de Belo Monte ser acionada, uma carta aberta chama atenção para o fato de que tramita, desde 2011, na Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), um processo que reúne um conjunto consistente de evidências sobre violações de direitos humanos associadas à instalação da usina hidrelétrica. A Associação Interamericana para a Defesa do Ambiente (AIDA), a Justiça Global, a Coordenação das Organizações IndÃgenas da Amazônia Brasileira (COIAB), o Movimento Xingu Vivo para Sempre (MXVPS) e o Conselho Indigenista Missionário (CIMI) — signatários do texto — dizem esperar que o caso seja admitido pela Comissão e submetido à Corte IDH. Essa perspectiva se abriu após o parecer concedido em julho do ano passado pela CIDH, o parecer 32, reforçar a vinculação de direitos humanos e mudanças climáticas, o que eleva a importância da proteção, dizem as instituições. A carta ressalta que mais de cem quilômetros da Volta Grande do Xingu perderam seu fluxo hÃdrico natural desde a instalação de Belo Monte. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
