O encerramento das atividades da unidade de Cabo de Santo Agostinho (PE) levou a Dexco a um prejuízo líquido de R$ 161,9 milhões no terceiro trimestre de 2026, comparado ao lucro de R$ 11 milhões no mesmo período de 2025. O impacto contabilizado foi de R$ 136,7 milhões, associado, principalmente, à revisão da estrutura industrial da divisão de metais e louças, o que incluiu o fechamento da unidade de Cabo de Santo Agostinho, com baixa de ativos imobilizados e de estoques e constituição de provisões para remediação ambiental.
Confira os resultados, indicadores e notícias da Dexco e das demais companhias de capital aberto no portal Valor Empresas 360 Houve também perda com a marcação a valor justo dos investimentos da DX Ventures e efeitos remanescentes do encerramento da unidade de Urussanga (SC).
No resultado recorrente, que desconsidera esses efeitos, a Dexco teve prejuízo de R$ 5,5 milhões, o que representa uma melhora de 87,1% sobre o prejuízo recorrente de R$ 42,7 milhões no terceiro trimestre do ano passado. Entre julho e setembro deste ano, a Dexco somou receitas de R$ 2,33 bilhões, alta de 9,8% em um ano.
A receita no mercado interno foi de R$ 1,93 bilhão, crescimento de 9,7%. Já o faturamento no mercado externo chegou a R$ 404,4 milhões, crescimento de 9,9% ano contra ano.
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado e recorrente foi de R$ 585,4 milhões no trimestre, com avanço anual de 31,6%. O resultado financeiro líquido foi negativo em R$ 219,5 milhões no trimestre, ante R$ 213 milhões negativos há um ano.
Ao fim de setembro, a dívida líquida da Dexco era de R$ 4,78 bilhões, ante R$ 5,13 bilhões do fim de junho. A alavancagem saiu de 2,72 vezes o Ebitda dos últimos 12 meses para 2,36 vezes.
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