"Deus não abandona seu projeto", destaca o padre Claudio Pighin em homilia

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Fonte da notícia: O Liberal O Liberal

O padre Claudio Pighin na homilia do 27º Domingo do Tempo Comum, reforça os ensinamentos de Mateus 21, 33-43 de que Deus não abandona os seus projetos. A parábola refletida pelo padre traz uma pergunta muito atual do que estamos fazendo com aquilo que Deus colocou sob nossa responsabilidade.

Na passagem bíblica, Jesus fala de um homem que plantou uma vinha, cercou-a, construiu uma torre e a arrendou a alguns lavradores. Quando chegou o tempo da colheita, enviou empregados para receber sua parte dos frutos. Os lavradores, porém, maltrataram, espancaram e mataram os enviados. O proprietário mandou outros servos, mas aconteceu a mesma coisa. Por fim, enviou o próprio filho, pensando que o respeitariam. Os lavradores, entretanto, mataram o filho para tentar tomar posse da herança.

Jesus então pergunta aos seus ouvintes o que o proprietário deveria fazer. Eles respondem que os maus lavradores deveriam ser punidos e que a vinha deveria ser entregue a outros que produzissem frutos. Jesus conclui citando o Salmo: “A pedra que os construtores rejeitaram tornou-se a pedra angular.”

"Uma premissa: nós não podemos excluir a busca de Deus na nossa vida. É um imperativo que dá consistência à própria vida humana, Jesus hoje nos apresenta sempre através da linguagem da vinha, como Israel recebe e resiste ao amor de Deus. Como no passado, Israel foi castigado, diz Jesus, assim também agora recusando-o terá de novo o castigo. E aí, a gente se pergunta, mas como? Se Deus é bom, como pode fazer isso, castigar? Justamente por isso ele castiga, porque quer salvar e não destruir", explica o padre.

"O que faz um pai ou mãe uma boa educação do seu filho? Se for necessário, às vezes aplica também o castigo, porque ele quer o bem e não o mal dos filhos, quer prevenir evitando que possam acontecer coisas piores. Assim o nosso Deus nos ama, mostra-nos no que consiste o pecado", complementa. 

O padre reforça que matar os profetar, como o próprio filho de Deus, Jesus Cristo, é um plano diabólico para projetar os próprios projetos humanos de vida, excluindo Deus. Pighin reforça que o juízo severo e implacável de Jesus para Israel serve também até para a vida dos cristãos na atualidade.

"Quantas vezes é mais fácil marginalizar eventos, fatos, ou pessoas que contradizem uma eventual conduta nossa que é aversa ao reino de Deus? No final, não queremos desconfiar de nós mesmos, mas sim, do nosso mestre Jesus. A história se repete, o ser humano acha que pode tudo. Além disso, o mestre Jesus revela que por causa dessas mortes, o reino de Deus será tirado dos chefes de Israel e será dado aos pagãos, aos últimos, como este julgamento é tão duro. E, naturalmente, isso nos envolve, essa palavra de Deus é sempre viva e atual", reflete.

Mateus demonstra nesse testemunho a fidelidade de Deus ao seu projeto de vida, sem se deixar prejudicar pelo jeito irresponsável dos homens. O projeto de Deus não pode ser impedido por ninguém. "Neste sentido temos que rever nossas concretas teimosias egoísticas, que nos levam a ter uma concepção de vida sem Deus. Pretendendo sermos donos do reino dele, de Deus", destaca.

De acordo com o padre, o homem renuncia à busca de Deus, porque não quer se colocar em discussão. Esse processo acaba por excluir Deus da vida dos homens e assim abalar a nossa convivência entre os humanos.

"Pergunto-lhe: a mensagem de Jesus Cristo lhe ajuda a perseguir a verdadeira vida. Compromete-se sinceramente na escuta e no estudo da palavra de Deus na sua vida para melhor responder à vontade dele? Ou não tem opção para isso? Lembre-se cada opção de vida é ditada pelo seu amor, seu maior interesse", finaliza

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