Detran encontra ferro-velho clandestino funcionando em motel desativado no Sul Fluminense

 

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Um ferro-velho clandestino, que funcionava num motel desativado às margens da Rodovia Lúcio Meira (BR-393), em Barra da Piraí, no Sul Fluminense, foi fechado nesta quarta-feira por agentes da força-tarefa estadual, coordenada pelo Detran-RJ, que fiscaliza a venda de peças e carcaças de automóveis. No local, foram encontradas, além de peças, mais de 300 carcaças de veículos — entre elas, a de um carro roubado em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. O proprietário do ferro-velho foi conduzido à 88ª DP (Barra do Piraí).

O estabelecimento, segundo o Detran, já havia sido interditado pela equipe da Operação Desmonte em fevereiro de 2025. Na época, todo o material à venda foi recolhido. Denúncias anônimas, no entanto, apontaram que o proprietário havia retomado a venda de peças clandestinamente.

Detran encontra ferro-velho clandestino em motel desativado no Sul Fluminense

As peças automotivas estavam acondicionadas em boxes que seriam os antigos quartos e garagens do motel desativado. Agentes do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) detectaram risco ambiental devido ao derramamento de poluentes no solo. Todo o material apreendido será encaminhado a empresas de reciclagem.

O ferro-velho é um dos maiores do estado. De acordo com o Detran, a localização do imóvel, no alto de uma colina, e os muros do antigo motel disfarçavam a verdadeira atividade comercial e a maneira clandestina como o proprietário levava as peças para o terreno. A estimativa é de que serão retiradas mais de cem toneladas de sucata do terreno.

A força-tarefa é coordenada pelo Detran-RJ e composta pelas polícias Civil e Militar, pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea), pela Secretaria estadual de Fazenda e pelo Corpo de Bombeiros. Nas 82 operações de fiscalização, foram interditados 167 estabelecimentos.

De acordo com o Detran-RJ, o ferro-velho interditado em Barra do Piraí é um dos maiores do estado

Alexandre Simonini/Divulgação/Detran-RJ

O Detran-RJ esclarece que, para comercializar peças automotivas e sucatas, o proprietário do estabelecimento deve estar cadastrado e credenciado junto ao órgão. Todo o material vendido, de acordo com o estabelecido em lei, deve estar com etiquetas, que trazem códigos para permitir a rastreabilidade das peças. Foi criada uma ouvidoria especial da Diretoria de Desmontagem, por meio do e-mail ouvidoria.desmonte@detran.rj.gov.br, por onde as denúncias podem ser feitas.

O presidente do Detran-RJ, Rodrigo Coelho, destacou a importância do cumprimento das normas legais pelo setor:

— É fundamental que todo estabelecimento do setor atue dentro da legalidade, com credenciamento e rastreabilidade das peças. A irregularidade não será admitida, e as ações de fiscalização continuarão sendo ampliadas em todo o estado.

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