Com a tecnologia cada vez mais disponível e acessível para as empresas, o diferencial já não está na ferramenta.
O diferencial começa na pergunta que a empresa decide responder para si antes de adotar a tecnologia.
É o que explica Gabriel Marostegam, diretor sênior de IA e dados da consultoria Avanade.
"O principal ponto é a ambição da pergunta que a pessoa, a organização, se faz na hora de usar a tecnologia.
A organização precisa parar de perguntar como eu faço mais barato e começar a se perguntar o que eu posso oferecer que antes era impossível, que a tecnologia não é o começo da conversa e nem o fim, ela é o meio."
Mas transformar essa pergunta em resultado exige que a tecnologia deixe de ser só um problema da área de TI e passe a fazer parte da solução na estratégia do negócio.
É esse o caminho apontado por Heloisa Callegaro, sócia sênior e líder da McKinsey no Brasil.
"A prioridade seria construir uma agenda clara de transformação por IA conectada às prioridades do negócio e liderada pelo negócio, não pela tecnologia.
Então eu começaria dentro dessa agenda clara, desse roadmap, escolhendo alguns poucos temas realmente estratégicos, usar IA para mudar a produtividade, melhorar a experiência do cliente e focar em desenvolver esses temas com a disciplina de depois escalar."
Essa mudança de mentalidade e também do foco das perguntas pode ser justamente o que explica por que algumas empresas estão apenas usando IA e outras novas tecnologias, enquanto outras empresas estão construindo o próximo ciclo de crescimento.
Vantagem competitiva começa antes da tecnologia
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