As empresas que lideram a inovação no país serão reconhecidas na noite desta segunda-feira (3) na 12ª edição do prêmio “Valor Inovação Brasil”, no hotel Unique, em São Paulo.
Serão premiadas as dez companhias que obtiveram a nota mais alta na pesquisa anual realizada pelo Valor e pela Época Negócios em parceria com a Strategy&, consultoria estratégica da PwC, além das líderes em 26 setores da economia.
O estudo analisou cerca de 540 cases de 270 empresas, para chegar a um ranking das 150 companhias mais inovadoras do Brasil.
A metodologia busca identificar ideias e iniciativas que criam valor por meio de novos produtos, serviços, processos e modelos de negócios.
São avaliadas quatro dimensões, englobadas na nota final de cada participante: planejamento no processo de inovação (inclui estratégia e visão, além de cultura e valores); execução e práticas adotadas (processos, valores, pessoas, governança e sistemas, recursos e tecnologia); resultados atingidos (gerais e específicos); e reconhecimento obtido a partir de citações e pedidos de patentes.
Pelo segundo ano, o levantamento contou com a avaliação conjunta de cases pela Strategy&, responsável pelo desenvolvimento da metodologia e aplicação da pesquisa, e por um júri independente de quatro especialistas no tema, com visões complementares.
Em 2026, esse grupo foi formado por Amanda Graciano, sócia e CEO da consultoria Trama; Dora Kaufman, professora da PUC-SP; Hugo Tadeu, diretor de inovação e inteligência artificial da Fundação Dom Cabral (FDC); e Luiz Serafim, diretor-executivo do World Creativity Day (WCD).
O resultado da análise aponta que a elite das empresas que adotam inovação como parte da estratégia vem reforçando seus investimentos nessa área.
Entre as 20 companhias mais inovadoras do país, a parcela que investe mais de 5% da receita líquida em inovação passou de 45% para 80%, na comparação dos dados apurados em 2025 para os avaliados em 2026.
Segundo os jurados, as companhias avaliadas como de melhor desempenhos contam com estrutura organizacional sólida e processos bem estabelecidos.
Hoje, o que separa as empresas que avançam em inovação das demais é a capacidade de transformar o conhecimento em resultados concretos, característica que marca as primeiras colocadas na edição 2026 da pesquisa.
O estudo não é influenciado pela força das marcas ou dominada por empresas da área de tecnologia da informação.
Isso acontece porque a metodologia foi construída com base em questões sobre processos de inovação e englobam desde aportes em ciência até iniciativas de transformação digital, avaliadas de forma sistêmica e dentro de cada setor.
O processo foi desenhado para que empresas dos mais diferentes setores participem, detalhando suas iniciativas e trazendo qualidade e diversidade para a amostra.
São 26 os setores analisados: agronegócio; alimentos, bebidas e ingredientes; automotivo e veículos de grande porte; bancos; bens de capital; comércio; cosméticos, higiene e limpeza; construção e engenharia; educação; eletroeletrônica; energia elétrica; infraestrutura; infraestrutura de logística; farmacêuticas e ciências da vida; materiais de construção; mineração, metalurgia e siderurgia; papel e celulose; petróleo, gás e petroquímica; química; seguros e planos de saúde; serviços; serviços de logística; serviços financeiros; serviços médicos; tecnologia da informação; e telecomunicações.
Para participar, as empresas tiveram de demonstrar o desenvolvimento no país das inovações e ter, no mínimo, 5% de capital privado - organizações públicas tinham que operar em mercados competitivos e ter independência financeira e de governança.
A receita líquida anual mínima de R$ 500 milhões é o principal fator de corte.
A cerimônia de entrega do prêmio tem patrocínio prata do Itaú, do Governo do Rio Grande do Sul e da Visa; patrocínio bronze de Bradesco Seguros; Omoda Jaecoo como carro oficial e apoio da Strategy&.
Prêmio reconhece empresas mais inovadoras
Fonte:
