A Polícia Federal (PF) apreendeu hoje uma máquina de contar cédulas de dinheiro no escritório do advogado Willer Tomaz, em Brasília, além de maços de dinheiro nos endereços dos investigados.
O Valor apurou que ainda não há um balanço dos valores apreendidos.
A máquina seria utilizada para pagamento de funcionários do escritório de Tomaz, já que parte deles receberia em espécie.
O advogado foi alvo de buscas da PF nesta manhã por determinação do ministro André Mendonça do Supremo Tribunal Federal no âmbito da operação Sem Desconto.
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Segundo as investigações, o advogado teria atuado com o senador Weverton Rocha (PDT-MA) para lavar dinheiro e ocultar patrimônio desde 2023, no primeiro ano do terceiro mandato de Lula.
As suspeitas recaem, principalmente, sobre a compra de uma mansão de R$ 6 milhões por uma empresa de Willer mas que, na prática, pertenceria ao senador.
A PF também viu como suspeita a transferência de R$ 11 milhões do escritório de Willer para a esposa de Weverton, a advogada Samya Rocha.
Em nota, o escritório de advocacia negou envolvimento com os fatos investigados na Operação Sem Desconto, que apura um esquema de fraudes em descontos em folha de aposentados do INSS, e afirmou que Samya era advogada associada ao escritório e que os valores recebidos por ela seriam honorários advocatícios.
"A advogada Samya Rocha atua há vários anos como associada do escritório de advocacia.
Todos os valores a ela repassados decorrem da prestação de serviços advocatícios, estão devidamente documentados e foram regularmente declarados.
Quanto ao imóvel mencionado, Willer Tomaz esclarece que, em sua atuação empresarial, é proprietário de uma imobiliária sediada em Brasília, que possui, administra e negocia diversos imóveis na capital federal.
As atividades da empresa são realizadas regularmente, não havendo qualquer irregularidade nas operações citadas", diz a nota.
Já o senador divulgou nota afirmando que todas as movimentações apontadas pela PF são legais e declaradas à Receita.
"Apesar da minha indignação, recebi essa operação com a tranquilidade que me foi possível, pois nada tenho a esconder.
Todas as movimentações mencionadas são fruto de atividades profissionais e empresariais.
E foram devidamente declaradas à Receita Federal", informa a nota.
"Quero ressaltar, que o Ministério Público Federal, foi novamente contra a busca e apreensão contra meus familiares e apoiadores.
Apesar da dureza do jogo político, reafirmo que não me renderei.
Me manterei firme no propósito de lutar pelo Maranhão, ao lado de todos que mais precisam", segue a nota do parlamentar.
