Impressão 3D pode transformar a alimentação de quem tem dificuldade para engolir - QTU Questões do Universo

Impressão 3D pode transformar a alimentação de quem tem dificuldade para engolir

Fonte: Bandeira da fonte

Dificuldade de engolir desde alimentos sólidos até a própria saliva podem ser sinais de disfagia.
Essa condição, segundo o Einstein, pode ser causada por vários fatores, incluindo infecções, lesões decorrentes da ingestão de produtos químicos, abcessos retrofaríngeos (formação de pus na parte posterior da garganta), tumores e miastenia gravis (doença neuromuscular).
Como resultado, o paciente pode apresentar desnutrição e desidratação.
Para lidar com o problema, uma equipe do Instituto de Produtos Naturais do Instituto Gangneung do Instituto Coreano de Ciência e Tecnologia (KIST), da Coréia do Sul, desenvolveu uma tecnologia de fabricação de alimentos baseada em impressão 3D para alimentos medicinais personalizados.

Os pesquisadores criaram uma tinta composta para impressão 3D que combina clorela dourada, uma microalga composta por aproximadamente 60% de proteína com amidos naturais como milho, batata e tapioca.
Segundo eles, ela permite o controle preciso das propriedades físicas, adaptadas à capacidade de deglutição individual de cada pessoa.
As tintas foram preparadas utilizando as seguintes frações:
20% de clorela dourada (teor constante em todas as formulações);
10%, 20% ou 30% de Amido;
1% de κ-carragena (κC) (hidrocoloide para dar estabilidade estrutural);
5% de Glicerol (para ajuste de viscosidade);
Água destilada.
Os melhores resultados foram com as formulações 10% e 20% de amido de milho e 20% e 30% de amido de batata.

Processo de fabricação de ingredientes funcionais naturais em tinta alimentar imprimível em 3D
Divulgação
Utilizando reologia alimentar, que é o estudo do fluxo e da deformação da matéria, os cientistas projetaram cientificamente a viscosidade e a elasticidade da tinta para que fosse segura para a ingestão.

Eles ainda compilaram dados sobre as variações das propriedades de acordo com o tipo de amido e estabeleceram diretrizes personalizadas de controle de propriedades aplicáveis ​​a diferentes estágios da disfagia.
Em comunicado, a equipe pontuou que a principal conquista da tecnologia é reproduzir a forma e a textura originais dos alimentos por meio da impressão 3D, preservando suas funções nutricionais.

“Como os pacientes podem consumir refeições que mantêm a aparência familiar dos alimentos do dia a dia, eles podem experimentar maior satisfação psicológica e recuperar a dignidade ao se alimentar”, diz o texto.

O próximo passo dos pesquisadores é desenvolver o material de tinta composta, transformando-o em um material de nutrição de precisão de alta funcionalidade e oferecer melhor qualidade de vida para a população idosa, que é a mais afetada pela disfagia.
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