Embora o alívio nas tensões entre Estados Unidos e Irã beneficie ativos de risco globais, os mercados brasileiros de câmbio e de ações não tiram proveito desse movimento.
Parte disso se explica porque os preços do petróleo em queda tiram o suporte das ações da Petrobras e reduzem a melhora nos termos de troca do Brasil (que é exportador líquido de petróleo).
Enquanto as bolsas de Nova York seguem em alta nesta sessão, o Ibovespa recua, puxado por Petrobras e Vale.
No caso das moedas, o dólar segue levemente mais forte na maioria das praças, indicando que o preço nos mercados de câmbio hoje pode não ser determinado apenas pelo risco da guerra.
No mercado de juros, porém, as taxas futuras recuam, em linha com a dinâmica externa.
Perto das 12h35, o Ibovespa registrava desvalorização 0,41%, aos 177.261 pontos, enquanto no exterior, o S&P 500 apreciava 1,17% e o Nasdaq valorizava 1,78%.
Já no mercado de câmbio, o dólar à vista tinha alta de 0,23%, a R$ 5,0814.
No exterior, o índice DXY, que mede a força do dólar contra uma cesta de seis moedas de mercados desenvolvidos, oscilava +0,04%, aos 99,954 pontos.
No mercado de juros, por sua vez, a taxa de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2031 recuava de 14,38% para 14,24%.
No exterior, o rendimento do título do Tesouro americano de dez anos caía de 4,740% do último fechamento para 4,691%.
Andre Penner/AP
