Da automação aos agentes inteligentes: IA avança sobre a logística - QTU Questões do Universo

Da automação aos agentes inteligentes: IA avança sobre a logística

Fonte: Bandeira da fonte

O segundo dia do Conecta Multimodal 2026, nesta quarta-feira (5), começou com a palestra "Inteligência Artificial além do hype: impactos e oportunidades da IA nas operações logísticas e na cadeia de supply chain", ministrada pelo especialista em Logística, Supply Chain e Operações da TOTVS, Juliano Maia.
O Conecta Multimodal é o espaço oficial de conteúdo da Multimodal Nordeste, realizada no Recife Expo Center, com apresentação e correalização da Folha de Pernambuco e do Movimento Econômico.

Durante a palestra, Juliano Maia abordou o papel transformador da inteligência artificial na logística e nas cadeias de suprimentos, destacando que a tecnologia deve ser vista como uma ferramenta prática para impulsionar a eficiência operacional, e não apenas como uma tendência cercada de expectativas.

@@NOTICIAS_RELACIONADAS@@

Mercado
Ao contextualizar a evolução do mercado global, Maia mostrou como as maiores empresas do mundo passaram por uma mudança significativa nas últimas décadas.
Segundo ele, setores tradicionais, como petróleo e gás, deram lugar ao protagonismo de empresas de tecnologia e da indústria de semicondutores, evidenciando que a infraestrutura digital se tornou um dos principais motores da economia contemporânea.

O especialista ressaltou que, embora a logística esteja diretamente ligada à movimentação física de mercadorias, a inteligência artificial pode ser aplicada em praticamente todas as etapas da operação.
"As pessoas perguntam: 'Mas na logística? A logística acontece toda no meio físico, é sobre movimentar um bem de um lugar para outro.
Dá para fazer uso de inteligência artificial?'.
Sem dúvidas", afirmou.

Segundo Maia, além das atividades operacionais, empresas do setor logístico podem utilizar a IA em áreas como compras, faturamento, financeiro, gestão de almoxarifado e controle de estoques.
Para ele, a tecnologia não cria conhecimento de forma autônoma, mas sim reproduz e aperfeiçoa processos baseados na inteligência humana.
"A IA segura um processo de inteligência humana.
Ela não está criando nada; está repetindo e, muitas vezes, aperfeiçoando, mas sempre simulando alguma coisa da nossa vida real", explicou.

Durante a apresentação, Maia também mostrou aplicações práticas da inteligência artificial generativa na logística.
Um dos exemplos citados foi o uso de imagens para consultar informações em tempo real dentro de armazéns.
Ao fotografar a etiqueta de um produto, por exemplo, o sistema pode informar o saldo em estoque, o nível de disponibilidade, o risco de ruptura com base na demanda histórica e até indicar a necessidade de priorizar determinadas operações.

O especialista também apresentou a evolução da transformação digital nas organizações, que começa com a automação de processos e a análise de dados, avança para modelos de inteligência artificial preditiva e chega à chamada IA agêntica, capaz de executar tarefas e apoiar decisões com maior autonomia.

Soluções
Como exemplo dessa nova fase, Maia destacou soluções já disponíveis no mercado desenvolvidas pela TOTVS para operações logísticas.
Entre elas estão agentes de monitoramento do recebimento de mercadorias, capazes de identificar atrasos, avarias e acionar medidas preventivas, além de ferramentas que priorizam expedições conforme o nível de urgência dos pedidos. 

"É realmente um agente ativo acompanhando os recebimentos, entendendo onde tem problemas, se há avarias, tomando ações proativas.
Na expedição, ele identifica pedidos prioritários, entende quando não será possível atender toda a demanda e ajuda o planejador a tomar decisões", explicou.

Para o especialista, a inteligência artificial não deve substituir os profissionais da logística, mas potencializar seu trabalho.
"A gente não acredita em substituição.
A gente acredita, sim, em apoiar muito as atividades logísticas, tornando o trabalho mais rápido, mais produtivo e mais eficiente", concluiu.