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Conheça as campeãs setoriais do Prêmio Valor Inovação Brasil 2026

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Prêmio Valor Inovação
Arte/ Mario Spinoza
A edição 2026 da pesquisa Valor Inovação Brasil, uma iniciativa do Valor e de Época NEGÓCIOS, destacou as empresas mais inovadores do país em 26 setores da economia.
Essas companhias contam com uma estrutura organizacional sólida e processos bem estabelecidos; além disso, tratam a inovação como pilar estratégico.
Confira a seguir as primeiras colocadas de cada setor.
Agronegócio – Cargill Nutrição e Saúde Animal
Os projetos inovadores lançados pela Cargill Nutrição e Saúde Animal foram responsáveis por 53% do Ebitda da companhia no ano passado.
Confirmando sua aposta no setor, a empresa reservou 8% de sua receita líquida para PD&I, combinando ciência aplicada, soluções digitais e serviços técnicos.
"O principal movimento não foi apenas lançar novos produtos, mas construir soluções integradas que gerem valor real para diferentes cadeias produtivas", afirma Marcelo Dalmagro, diretor de tecnologia, marketing estratégico e inovação.
Alimentos, Bebidas e Ingredientes – PepsiCo do Brasil
A PepsiCo do Brasil reorganizou sua estrutura para integrar tecnologia e negócios.
Em 2025, a empresa expandiu de cinco para 17 as aplicações integradas usando a plataforma BEES, a Growth Cycle e a Sales Copilot baseada em IA.
A iniciativa permitiu ampliar o atendimento no pequeno e médio varejo de 180 mil para 220 mil clientes.
"Criamos um motor de inteligência que nos permite ampliar nossa capacidade comercial e esperamos dobrar o número de clientes nos próximos anos", afirma Carolina Sevciuc, vice-presidente de estratégia e transformação digital.
Automotivo e Veículos de Grande Porte – CNH
Líder do setor e campeã do ranking Valor Inovação Brasil, a CNH respondeu à volatilidade e aos custos altos do agronegócio usando a inovação para reduzir custos fixos.
A empresa apostou em drones de pulverização codesenvolvidos com uma fabricante chinesa, integrando as aeronaves a máquinas agrícolas, IA e sistemas de precisão.
"Nunca passamos por um ciclo de baixa de maneira tão saudável", diz Rafael Miotto, presidente da empresa na América Latina.
Bancos – Itaú Unibanco
Entre 2018 e 2026, o Itaú Unibanco aumentou em 3.000% a entrega de produtos, multiplicando por 30 sua capacidade de construção de valor.
Com o ia.i, ferramenta baseada em IA generativa, o banco analisa o comportamento dos clientes para oferecer soluções sob medida e integradas por jornadas.
"A tecnologia é a base para a velocidade e para a qualidade", afirma o CIO Ricardo Guerra, reforçando a união entre design, produtos, tecnologia e negócios.
Indústria de Máquinas e Equipamentos – Embraer
Líder de seu setor e oitava no ranking geral, a Embraer destina, em média, 5% do seu faturamento anual à PD&I.
O investimento contínuo reflete no portfólio: nos últimos anos, entre 40% e 50% da receita foi gerada por produtos inovadores.
"É preciso ofertar valor aos clientes na forma de aeronaves mais leves, eficientes e seguras", afirma Leonardo Garnica, líder de inovação corporativa da fabricante.
Comércio – Mercado Livre
Pela quarta edição consecutiva na liderança do setor, o Mercado Livre integrou logística e serviços financeiros, com foco em ganho de escala.
O ecossistema recebeu investimentos em robôs de nova geração para centros de distribuição, IA no Mercado Pago e Mercado Livre Negócios para o B2B.
"O risco real não é investir demais, é chegar tarde a uma oportunidade geracional", resume Roberta Donato, vice-presidente de marketplace.
Construção e Engenharia – Andrade Gutierrez
Líder do setor e décima no ranking geral, a companhia utiliza IA, maquetes eletrônicas e óculos digitais nos capacetes para responder ao boom de obras sem inchar a estrutura.
A estratégia garante ganhos de tempo e redução de falhas em projetos complexos como energias renováveis e hidrogênio verde.
"Os ganhos de tempo e cumprimento de prazos compensam todo o recurso investido", afirma João Martins, CEO da Consag (empresa do grupo).
Cosméticos, Higiene e Limpeza – Natura Cosméticos
Primeira do setor e quinta no ranking geral, a Natura investiu R$ 1,4 bilhão em inovação em 2025 para uma receita de R$ 22,21 bilhões.
A empresa aposta em inovação aberta: o programa Natura Campus mantém 45 parcerias científicas, além da avaliação de mais de 1.700 startups via Natura Startups e Natura Ventures.
"Ampliamos nossa capacidade de desenvolver soluções diferenciadas com mais eficiência", declara o CEO João Paulo Ferreira.
Educação – Vitru Educação
A líder em educação transformou a inovação em processo de gestão, distribuindo a responsabilidade pelas iniciativas diretamente entre as áreas de negócio.
Com destino de 1% a 5% da receita líquida para a área, a companhia busca eficiência operacional na educação digital para quase 1 milhão de alunos.
"A inovação na Vitru é sustentada por governança clara, métricas e processos auditáveis", pontua o CEO Aroldo Alves.
Eletroeletrônica – WEG
Focada em eficiência energética e descarbonização, a WEG desenvolveu o motor de fluxo axial W80 AXgen, projeto que exige avanços em engenharia estrutural e simulação virtual.
O novo modelo entrega mais potência em um formato menor e mais leve, estimando uma redução de até 85% nas emissões de carbono por unidade produzida.
A inovação representa um marco de virada para a indústria de motores elétricos.
Energia Elétrica – Axia Energia
Líder do setor e sétima no ranking geral, a Axia Energia investe em IA e análise de dados para gerir 80 usinas e mais de 70 mil km de linhas de transmissão.
Em parceria com o Google, criou um sistema neocloud de previsão do clima que une IA a modelos meteorológicos tradicionais para aumentar a resiliência climática.
"Melhoramos a gestão e a eficiência dos ativos por todo o país", afirma Juliano Dantas, vice-presidente de inovação.
Farmacêuticas e Ciências da Vida – Aché Laboratórios
Líder da categoria com seis laboratórios de P&D, o Aché destinou 8,7% da receita líquida para inovação e transformação digital em 2025, lançando mais de 200 produtos em cinco anos.
Entre os destaques estão os medicamentos em grânulos orodispersíveis (ODG), que dissolvem na boca sem água.
"O foco no paciente é o ponto central de toda nossa inovação", destaca o diretor-presidente Wilson Junior.
Infraestrutura – Aegea Saneamento
Líder do setor e responsável pelo atendimento de 39 milhões de pessoas, a Aegea registrou receita líquida de R$ 18,3 bilhões no último exercício.
A companhia aposta na digitalização e valida uma plataforma de gestão inteligente de ativos com IA capaz de identificar anomalias em estações de tratamento com até 12 horas de antecedência.
A estratégia prevê R$ 7,5 bilhões em infraestrutura este ano e R$ 35 bilhões entre 2027 e 2030.
"Buscamos ampliar a disponibilidade dos sistemas e focar em eficiência operacional", destaca Rafael Rossi, diretor de engenharia.
Infraestrutura de Logística – Motiva
Maior empresa de infraestrutura de mobilidade do país e a primeira no segmento no prêmio Valor Inovação Brasil 2026, a Motiva desenvolveu o sistema Free Flow, com sensores e IA que identificam veículos em milissegundos para cobrar apenas pelo trecho percorrido.
A tecnologia reduz custos de operação em até 40%, além de diminuir congestionamentos e emissões.
A empresa planeja investir R$ 1 bilhão até 2035 em inovação.
"O setor está migrando de um modelo que reage a eventos para outro capaz de antecipá-los", diz Pedro Sutter, vice-presidente de inovação.
Materiais de Construção – Votorantim Cimentos
Líder da categoria, a Votorantim Cimentos investiu R$ 1,3 bilhão em inovação nos últimos cinco anos (R$ 319 milhões em 2025).
Um dos destaques foi o lançamento do Cemfast, cimento especial para a manutenção rápida de pavimentos em rodovias, portos e aeroportos, resolvendo o problema de interdições prolongadas.
Com uma equipe dedicada de 60 pessoas, os projetos focam em competitividade, descarbonização e novos produtos.
"O desenvolvimento partiu da necessidade de solucionar gargalos nos eixos logísticos", explica Marcio Yamachira, diretor de inovação.
Mineração, Metalurgia e Siderurgia – Vale
Líder ininterrupta da categoria desde 2020, a Vale aposta na capilaridade, com 16 hubs de inovação descentralizados.
Por meio do programa de mineração circular, a companhia alcançou o feito de gerar zero rejeito em 70% da sua produção.
Além da sustentabilidade, a inovação traz retorno financeiro direto: um sistema de IA para otimização da frota marítima gerou economia de US$ 66 milhões em apenas um ano.
"A sociedade precisa ver que a mineração moderna pode ir além dos grandes impactos ambientais", ressalta Rafael Bittar, vice-presidente técnico.
Papel e Celulose – Suzano
Para responder às mudanças climáticas e à redução de chuvas, a Suzano investe cerca de 1% da sua receita em inovação (sendo 60% voltados à área florestal), aplicando avanços genéticos e manejo de precisão.
O objetivo é aumentar a produtividade entre 7% e 13% até 2034 — sabendo que cada ganho de 3% representa cerca de R$ 1 bilhão de retorno.
"Equilibramos projetos estruturantes de longo prazo com iniciativas de retorno rápido", pontua Carlos Aníbal, vice-presidente executivo de novos negócios.
Petróleo, Gás e Petroquímica – Petrobras
A Petrobras destinou mais de US$ 4 bilhões para PD&I em seu Plano Estratégico 2026-2030.
O plano é direcionar 40% do orçamento anual de P&D para tecnologias de baixo carbono até 2029.
Nos últimos dois anos, a estatal implantou mais de 300 novas tecnologias apoiadas por IA e registrou 184 depósitos de patentes em um único ano.
"Investiremos US$ 1,2 bilhão em pesquisas que vão possibilitar o desenvolvimento de novos negócios no futuro", afirma Renata Baruzzi, diretora de engenharia, tecnologia e inovação.
Química – Indorama Ventures - Indovinya
Líder do segmento, a empresa criou uma célula de P&D digital que elevou em 30% a produtividade dos cientistas, ao integrar redes neurais ao cotidiano.
O principal fruto desse ecossistema é o Herbal AI Performer, ferramenta desenvolvida no Centro de P&D em Mauá (SP) para prever a bioeficácia de herbicidas.
"A inovação está no centro da estratégia, com governança, metas e priorização contínua", diz Andrea Soares, vice-presidente sênior de negócios, marketing e inovação.
Seguros e Planos de Saúde – Bradesco Seguros
A seguradora integrou tecnologia, CRM e dados em uma estrutura única, alcançando 8,2 milhões de transações mensais em seu aplicativo (que reúne 141 jornadas).
Com o uso de IA na análise de imagens para sinistros automotivos, a empresa reduziu em 15% o tempo de devolução do veículo, além de digitalizar 95% dos pedidos de reembolso em saúde.
"Tecnologia só gera vantagem competitiva quando melhora a experiência e aumenta a eficiência", resume o diretor de TI e inovação, Edilson Reis.
Serviços – Equifax
Campeã na categoria de serviços e inteligência analítica, a Equifax expandiu sua atuação com a aquisição da Boa Vista e lançou a plataforma Book de Atributos.
A ferramenta utiliza IA generativa e dados de produção real para análise de crédito e risco no varejo, setor imobiliário e automotivo.
O diferencial é a agilidade na implementação: "Eliminamos a etapa de transição e permitimos que o cliente ative o modelo em poucas horas ou no máximo dias", afirma o CEO Henrique Moraes.
Serviços de Logística – VLI
A VLI investiu mais de R$ 126 milhões em 2025 e mobilizou 1,4 mil colaboradores para acelerar a inovação logística.
O principal destaque foi o aplicativo Cargo-CIF, que utiliza rastreabilidade digital e automação para garantir a transferência segura de grãos do produtor ao cliente em todos os seus terminais e portos.
"Atuamos com uma governança ágil para testar e escalar oportunidades alinhadas às prioridades estratégicas", afirma Alessandro Pena da Gama, diretor executivo da companhia.
Serviços Financeiros – Visa do Brasil
Líder do setor no prêmio Valor Inovação Brasil, a Visa investiu globalmente mais de US$ 12 bilhões em segurança e fraudes nos últimos cinco anos, além de US$ 3 bilhões em IA na última década.
A empresa disponibiliza cem ferramentas de IA internamente para que seus colaboradores desenvolvam agentes automatizados e foquem na resolução de problemas complexos.
"Inovar significa antecipar desafios e simplificar as experiências de pagamento", diz Rodrigo Cury, presidente da Visa no Brasil.
Serviços Médicos – Hospital Israelita Albert Einstein
Segunda empresa mais inovadora do país e líder do seu setor, a instituição destina cerca de 5% de suas receitas para inovação e conta com centros dedicados em São Paulo, Goiânia e Manaus.
Credenciado como Unidade Embrapii em saúde digital, o Einstein receberá aportes contínuos por cinco anos para criar plataformas de IA e análise clínica avançada.
"Instituições que inovam conseguem antecipar tendências e acelerar soluções para o setor", pontua o presidente Sidney Klajner.
Tecnologia da Informação – IBM Brasil
A IBM lidera a categoria de TI impulsionada por US$ 8,3 bilhões investidos globalmente em P&D e 11 aquisições estratégicas em 2025.
Os avanços abrangem IA agêntica, automação e computação quântica — destaque para o processador IBM Quantum Nighthawk e o ecossistema IBM Quantum Network, que integra universidades brasileiras.
"Estamos acelerando nossa agenda em IA generativa, infraestrutura híbrida e governança", afirma Marcelo Braga, presidente da IBM Brasil.
Telecomunicações – Claro
Terceira no ranking geral e a primeira em telecomunicações, a Claro atende 89,5 milhões de clientes móveis e lidera a banda larga fixa no país.
A operadora possui quatro centros de pesquisa e um de inovação no Brasil, operando sob uma cultura em que 100% dos colaboradores estão envolvidos com processos inovadores, sem um orçamento isolado.
"Tudo o que fazemos precisa ter inovação para gerar valor real aos clientes", define o CEO.
Confira abaixo os rankings setoriais completos.
Rankings setoriais
Clayton Rodrigues