Boulos resgata acusações de

Boulos resgata acusações de 'estupro de vulnerável' contra Alfredo Gaspar

Fonte: Bandeira da fonte

Em meio ao anúncio do deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) como candidato a vice-presidente na chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL), o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, criticou a escolha e mencionou acusações envolvendo o parlamentar alagoano.

"Flávio Bolsonaro acabou de indicar para vice um cidadão que foi acusado de estupro de vulnerável.
Como se não bastasse, Alfredo Gaspar é investigado por emendas Pix de R$ 6 milhões para um prefeito em Alagoas.
É o casamento da rachadinha com o orçamento secreto.
Eles se merecem!", disse Boulos na rede social X.
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As declarações do ministro fazem referência às acusações de estupro de vulnerável que passaram a envolver Gaspar em março deste ano.
Na ocasião, o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) e a senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) protocolaram uma notícia de fato junto à Procuradoria-Geral da República (PGR), na qual afirmam que o parlamentar teria cometido estupro de vulnerável contra uma adolescente de 13 anos e que o crime teria resultado em uma gravidez.

No documento, os parlamentares alegam que a criança foi registrada em nome da mãe da vítima e que Gaspar teria pago R$ 400 mil para que o caso não fosse denunciado.
Durante os embates envolvendo a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investigou as fraudes contra o INSS, Lindbergh também chamou o deputado de "estuprador" e mencionou uma suposta paternidade.

Em resposta, Gaspar realizou, por iniciativa própria e com autorização judicial, a coleta de material genético para um exame de DNA, afirmando que buscava antecipar a produção de provas para demonstrar a falsidade das acusações.
Até o momento, não foi divulgado publicamente o resultado do exame.
À época, o deputado negou ter cometido qualquer crime e sustentou que as acusações decorrem de um caso envolvendo um primo em uma relação consensual ocorrida há cerca de nove anos em Alagoas.
Gaspar também informou ter acionado a PGR, a Polícia Federal (PF) e o Supremo Tribunal Federal (STF) contra os responsáveis pelas declarações.

Boulos também mencionou o pedido de investigação apresentado por Lindbergh à PGR, em abril, sobre o envio de R$ 6 milhões em transferências especiais, conhecidas como "emendas Pix", destinadas por Gaspar ao município de São José da Laje (AL).
Os recursos são alvo de auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU), que apontou indícios de irregularidades na aplicação das verbas.
Em nota divulgada à época, Gaspar afirmou que os repasses seguiram a legislação, foram solicitados por seu primeiro suplente, Rodrigo Valença (União Brasil-AL), ex-prefeito do município, e defendeu que São José da Laje "merece todo o prestígio do repasse".

Aliados elogiam escolha
Entre aliados de Flávio, por outro lado, a escolha foi elogiada principalmente pela atuação de Gaspar como relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investigou as fraudes contra o INSS.
A comissão encerrou seus trabalhos após muitas polêmicas e poucos resultados, no qual ficou sem um desfecho após a rejeição do parecer apresentado por Gaspar.
A última sessão foi marcada por bate-bocas e trocas de acusações entre governistas e oposicionistas.

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou que Gaspar foi "a figura fundamental no combate ao roubo do INSS" e classificou a indicação como uma "excelente escolha" para compor a chapa de Flávio.
"Venceremos!", escreveu o parlamentar nas redes sociais.

O deputado federal Filipe Barros (PL-PR), candidato ao Senado pelo Paraná, também comemorou a indicação.
"Alfredo Gaspar se destacou no combate à fraude do INSS e na defesa da segurança pública.
Parabéns pela escolha, Flávio Bolsonaro.
Esse é o vice de que o Brasil precisa", afirmou.