As novas canetas aprovadas pela Anvisa podem ser usadas para emagrecer? - QTU Questões do Universo

As novas canetas aprovadas pela Anvisa podem ser usadas para emagrecer?

Fonte: Bandeira da fonte

Com o fim da patente da semaglutida, princípio ativo dos medicamentos Ozempic e Wegovy, desenvolvidos pelo laboratório dinamarquês Novo Nordisk, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou cinco novas canetas à base da molécula.
São eles: Owozy (Ávita Care Importação e Distribuição de Produtos), Seemasun (Sun Farmacêutica do Brasil), Zempneo (Brainfarma Indústria Química e Farmacêutica), Semavy (Cosmed Indústria de Cosméticos e Medicamentos) e Orsema (Ranbaxy Farmacêutica).

Todos eles são sintéticos, ou seja, feitos por síntese química, e receberam o aval apenas para o tratamento do diabetes tipo 2, e não para o da obesidade, como os concorrentes da Novo Nordisk.
“Os medicamentos aprovados foram registrados por comparação com o produto biológico Ozempic, sendo indicados para o tratamento de pacientes adultos com diabetes mellitus tipo 2 insuficientemente controlado”, disse a Anvisa em comunicado.
“Os novos dispositivos injetáveis foram autorizados para uso complementar à dieta e exercícios, quando o uso de metformina é considerado inapropriado devido a intolerância do paciente ou contra indicações.”
Embora utilizem a mesma molécula presente no Ozempic e no Wegovy, as empresas responsáveis pelos novos remédios solicitaram inicialmente registro apenas para a indicação de diabetes.
A dosagem neste caso é menor.

Para que possam ser comercializados também para obesidade e sobrepeso, o que exige uma dosagem maior, é preciso outra aprovação.
Aumento da concorrência e queda de preço
Em maio, a agência já havia concedido o registro para a solução injetável de semgalutida sintética Ozivy, fabricada pela EMS.
A indicação também é para adultos com diabetes mellitus tipo 2 insuficientemente controlado.
Conforme informou a Anvisa, a priorização da análise desse tipo de medicamento foi motivada pelo pedido do Ministério da Saúde em benefício do Sistema Único de Saúde (SUS), no âmbito do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (Ceis), e pela necessidade de abastecimento do mercado nacional.
A chegada das novas drogas deve aumentar a concorrência no mercado brasileiro e, consequentemente, pressionar os preços para baixo nos próximos meses.
Com mais fabricantes oferecendo opções, a tendência é de ampliação da disponibilidade do tratamento, tornando-o mais acessível aos pacientes.

Por enquanto, a data de lançamento e os valores dos produtos aprovados não foram divulgados pelas empresas responsáveis.
E é importante destacar que, para que estejam disponíveis no SUS, precisam ser avaliados e recomendados pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec) e liberados pelo Ministério da Saúde.

Mais Lidas