Adis Abeba, 22 out (Xinhua) — Milhões de telefones celulares são montados anualmente na fábrica da Transsion, localizada nos arredores de Adis Abeba, capital da Etiópia, abastecendo o mercado local e os países vizinhos. Fabricantes chineses de smartphones, como Transsion, Xiaomi e Honor, tornaram os dispositivos móveis significativamente mais acessíveis, tanto em termos de preço quanto de disponibilidade, para os consumidores africanos, ajudando a reduzir a exclusão digital no continente.
Segundo dados da empresa de pesquisa em tecnologia Omdia, as remessas de smartphones na África atingiram 84,4 milhões de unidades em 2025. A Transsion ocupou o primeiro lugar, com 40,5 milhões de unidades, conquistando uma fatia de 48% do mercado, enquanto Xiaomi, Honor e OPPO ocuparam, respectivamente, a terceira, a quarta e a quinta posições.
DESIGN PERSONALIZADO No passado, barreiras como a infraestrutura de comunicação pouco desenvolvida, o acesso limitado à internet e o alto custo dos aparelhos restringiam o acesso digital em vastas regiões da África.
No entanto, marcas chinesas de celulares, profundamente adaptadas às condições locais, desempenharam um papel fundamental no incentivo à adoção digital, ao oferecer produtos com preços competitivos. “Para mim, este celular chinês, com uma bateria de grande capacidade, tem me ajudado a pagar os estudos universitários”, conta Femi Adesegun, um estudante universitário nigeriano que trabalha meio período como entregador.
Anteriormente, a bateria de seu celular acabava antes do meio-dia devido ao uso intenso para receber pedidos, consultar rotas, comunicar-se e realizar pagamentos digitais. Após mudar para um smartphone chinês, ele finalmente deixou de se preocupar com a duração da bateria.
A introdução de smartphones com baterias de grande capacidade é um exemplo de como as marcas chinesas de telefones se adaptam às demandas do mercado local. Ao aprimorar continuamente o design dos produtos e suas funcionalidades com base nas necessidades reais dos consumidores, os fabricantes chineses buscam integrar dispositivos inteligentes ao cotidiano local.
No escritório da Transsion em Nairóbi, capital do Quênia, a equipe testa o desempenho de imagem dos smartphones utilizando caixas de luz padrão equipadas com cartões de calibração de cores, esculturas de madeira Maasai, tecidos xadrez, máscaras e outros itens culturalmente característicos.
A fabricante chinesa de smartphones adaptou componentes das câmeras para pessoas de pele escura, desenvolvendo e otimizando constantemente tecnologias de fotografia e vídeo adaptadas à estética africana. “Por muito tempo, muitas tecnologias de imagem foram desenvolvidas com base em tons de pele mais claros”, disse Ma Xiaochuan, gerente-geral da Transsion para a região da África Oriental.
“Capturar a aparência real de uma pessoa não se resume a algoritmos; trata-se também de dignidade”. FACILITANDO A VIDA E O TRABALHO
Para a criadora de conteúdo queniana Faith Mwikali Munywoki, o smartphone se tornou um “assistente pessoal” indispensável, tanto no trabalho quanto na vida cotidiana. “Meu trabalho depende inteiramente deste smartphone chinês.
Sem precisar baixar programas de terceiros, consigo gravar vários vídeos, e o próprio aparelho faz a edição automaticamente”. Já para Nzubechukwu Kanu, um agricultor nigeriano, o smartphone funciona como um administrador de sua propriedade rural.
“A função de gestão financeira do aparelho me ajuda a separar as contas pessoais das contas profissionais, e o modelo de IA consegue até mapear a produtividade das minhas plantações”, disse Kanu, acrescentando que a qualidade do sinal de seu smartphone chinês é superior à de qualquer outro que ele já tenha usado, facilitando uma comunicação fluida com compradores e clientes.
Do design e fabricação ao suporte pós-venda, os smartphones chineses estão se tornando uma porta de entrada cada vez mais vital para que os consumidores africanos se conectem a informações, oportunidades e a um mundo mais amplo. “Os smartphones deixaram de ser apenas ferramentas de comunicação.
Hoje, funcionam como carteiras, câmeras, dispositivos de entretenimento e portais para a internet”, observou Phillip Mbuthia Ranja, analista do setor de IA no Quênia. Ele destacou que a inteligência artificial está se tornando, rapidamente, uma ferramenta prática no dia a dia, e que a proporção de pessoas que usam smartphones na África aumentou expressivamente graças às marcas chinesas, ajudando mais cidadãos a superar a exclusão digital.
Foto tirada em 20 de outubro de 2026 mostra um anúncio da marca chinesa de celulares Tecno em Libreville, no Gabão. (Xinhua/Liu Qiong)
Pessoas passam em frente a uma loja da Tecno em Nairóbi, no Quênia, em 13 de outubro de 2026. (Xinhua/Geng Xinning)
Trabalhadores em uma linha de produção de smartphones em uma fábrica da Tecno em Adis Abeba, na Etiópia, em 13 de outubro de 2026. (Xinhua/Geng Xinning)
Funcionários trabalham no escritório da Tecno em Nairóbi, no Quênia, em 25 de agosto de 2026. (Xinhua/Xie Jianfei)
Clientes experimentam smartphones em uma loja da Tecno em Nairóbi, no Quênia, em 25 de agosto de 2026. (Xinhua/Xie Jianfei)
Pessoas passam em frente a uma loja da Tecno no centro comercial de Nairóbi, no Quênia, em 25 de agosto de 2026. (Xinhua/Xie Jianfei)
Uma trabalhadora em uma linha de produção de smartphones em uma fábrica da Tecno em Adis Abeba, na Etiópia, em 13 de outubro de 2026. (Xinhua/Geng Xinning)
Foto tirada em 25 de agosto de 2026 mostra um anúncio da marca chinesa de celulares Tecno em um prédio em Nairóbi, no Quênia. (Xinhua/Xie Jianfei)
Foto tirada em 9 de outubro de 2026 mostra um anúncio da marca chinesa de celulares Tecno em uma rua em Abuja, na Nigéria. (Xinhua/Hong Zehua)
Trabalhadoras em uma linha de produção de smartphones em uma fábrica da Tecno em Adis Abeba, na Etiópia, em 13 de outubro de 2026. (Xinhua/Geng Xinning)
Clientes experimentam smartphones em uma loja da Tecno em Nairóbi, no Quênia, em 25 de agosto de 2026. (Xinhua/Xie Jianfei)
Funcionários discutem estratégia de marketing no escritório da Tecno em Nairóbi, no Quênia, em 25 de agosto de 2026. (Xinhua/Xie Jianfei)
Clientes testam a câmera de um smartphone em uma loja da Tecno em Nairóbi, no Quênia, em 25 de agosto de 2026. (Xinhua/Xie Jianfei)
Um funcionário testa o desempenho da câmera de um smartphone no escritório da Tecno em Nairóbi, no Quênia, em 25 de agosto de 2026. (Xinhua/Xie Jianfei)
Fonte: Agência Xinhua —
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