Destaque do Brasil, Kerolin vê seleção pronta para enfrentar o Canadá na decisão do Fifa Series: 'Estamos treinando e jogando bem'

 

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O Brasil pode conquistar mais um título neste sábado, o segundo da "Era Arthur Elias". Às 22h30 (de Brasília), na Arena Pantanal, a seleção feminina enfrenta o Canadá pela última rodada do Fifa Series, podendo empatar para sagrar-se campeã do torneio. O jogo será transmitido pela TV Globo, Sportv e GeTV.

Durante a campanha, a seleção goleou a Coreia do Sul por 5 a 1 e a Zâmbia por 6 a 1. Já as canadenses, venceram com menos folga, derrotando as sul-coreanas por 3 a 1 e a zambianas por 4 a 0, chegando na rodada derradeira em desvantagem pelo saldo de gols.

Uma das artilheiras desta data Fifa com dois gols e destaque absoluto do time, a meia-atacante Kerolin, detentora da camisa 10 na ausência de Marta, projetou o confronto. Na leitura da jogadora, esse promete ser o mais difícil do período, mas lembrou que a equipe já superou outros desafios tão grandes quanto esse.

— Pensando ofensivamente, vão ser duelos mais difíceis, mas o Brasil já jogou com uma menos, por exemplo, e conseguiu segurar a Inglaterra, que é uma das potências de futebol feminino. Eu acho que a gente tem que ter tranquilidade e saber que a gente está treinando muito bem e jogando muito bem. — iniciou a estrela do Manchester City.

Kerolin comemora com o time seu gol pelo Brasil no Fifa Series

Livia Vilas Boas/CBF

— O Canadá é uma seleção de muito respeito, que realmente tem atletas muito fortes, inclusive a Olivia (Smith), do Arsenal, que dá muito trabalho, mas acho que a gente tem que focar realmente no nosso trabalho. A gente vem muito bem, com muita confiança, dois jogos, onze gols, então a gente tem também vários fatores a nosso favor. E chegar dentro de jogo ali é realmente jogar futebol com alegria, com responsabilidade mais em cima também, porque acho que o Brasil tem muito talento, vai ter onze trocas, então vai usar todo mundo. Começa com um time e vai terminar com outro que eu acho que o nível se mantém o mesmo. Talvez no primeiro tempo seja difícil mesmo, porque todo mundo ali está com gás, atento, mas acho que o segundo tempo tem a tendência de quem entrar, mudar o jogo.

Kerolin divide a artilharia do Brasil com Tainá Maranhão, jovem atacante do Palmeiras e que vem despontando com a Amarelinha desde sua primeira convocação, com dribles, velocidade e bola na rede. Quando a camisa 10 fala em talento, se refere tanto ela, quanto a Dudinha, Ary Borges, Ludmila e Gio Garbelini, na frente, além das meias e zagueiras que também deixaram sua marca.

Esta data Fifa é crucial no planejamento de Arthur Elias até a Copa do Mundo de 2027, pois a partir da próxima, começará a reduzir as trocas e testes entre convocações, estabelecendo um núcleo que disputará a primeira estrela em casa. Dessa forma, o técnico ganhou uma boa dor de cabeça diante do desempenho do Brasil nos dois jogos, restando o duelo contra o Canadá para fechar o período com 'nota 10'.