A certa altura do segundo ato de “O Neguinho da Beija-Flor”*, biografia musical do cantor e compositor que se despediu da Marquês de Sapucaí em 2025, após meio século defendendo a mesma agremiação, um momento religioso comove. O artista, como sabemos, enfrentou um câncer no intestino em 2008. Tornou públicos diagnóstico e tratamento. No ano seguinte, recuperado, casou-se com Elaine Reis em pleno Sambódromo e, na sequência, conduziu a escola de Nilópolis por mais um desfile, de cima do carro de som, com o médico ao lado. No palco, Mãe Joana, a ialorixá narradora, comanda um ritual de candomblé pela saúde do protagonista; em seguida, duas mulheres evangélicas oram por ele; por fim, um padre católico reza. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
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É desolador o Brasil virar refém do fanatismo religioso
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