Design de iPhone, engenharia da Nasa: Veja detalhes do primeiro carro 100% elétrico da história da Ferrari; vídeo
A Ferrari está recorrendo a especialistas da NASA e da área médica para desenvolver seu primeiro carro totalmente elétrico, o Luce, com o objetivo de equilibrar desempenho e conforto ao motorista. A preocupação da marca é evitar que a aceleração extrema — característica comum em veículos elétricos de alta performance — cause desconforto físico ou sensorial nos ocupantes.
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Segundo o CEO da Ferrari, Benedetto Vigna, alguns modelos elétricos atingem níveis de aceleração que podem ser excessivos. “Às vezes é demais, porque pode perturbar o cérebro”, afirmou o executivo. A partir dessa constatação, a empresa buscou entender qual seria o limite ideal de força de aceleração que não comprometa a experiência ao volante.
O Luce foi projetado para ir de 0 a 100 km/h em cerca de 2,5 segundos — um desempenho expressivo, embora abaixo de rivais como o Porsche Taycan Turbo GT, que já registrou tempos inferiores a dois segundos em testes. A estratégia da Ferrari é justamente evitar o efeito “chocante” de acelerações mais brutais, priorizando uma condução mais equilibrada.
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De acordo com Vigna, a aceleração longitudinal é apenas um dos cinco pilares considerados no desenvolvimento do carro. Também entram na equação a aceleração lateral, a frenagem, as trocas de marcha e o som do veículo — elementos que, juntos, compõem a experiência emocional característica da marca.
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Nesse sentido, o Luce deve trazer soluções pouco usuais em carros elétricos. Um exemplo são as borboletas atrás do volante, que não servirão para ajustar a regeneração de energia, mas sim o nível de entrega de torque, aproximando a sensação de condução à de modelos com motor a combustão.
Outro destaque é o trabalho no som. Em vez de simular o ronco de motores tradicionais, a Ferrari pretende amplificar o ruído real dos motores elétricos, ajustando frequências para torná-lo mais agradável. Segundo a marca, sons muito agudos podem ser incômodos, mas frequências mais baixas podem ser exploradas de forma “autêntica”.
O Luce também não será voltado exclusivamente para pistas. Com autonomia estimada em mais de 500 quilômetros e configuração de quatro portas, o modelo reforça a proposta de uso cotidiano, combinando conforto e desempenho. A expectativa é que o carro tenha potência na casa dos quatro dígitos e interior com foco em controles físicos, projetado pelo designer Jony Ive.
Ainda que o segmento de elétricos de luxo apresente desafios, a Ferrari aposta que o Luce será capaz de preservar o apelo emocional da marca, adaptando-o às exigências de uma nova era da mobilidade.
