Desfile em homenagem a Lula: PT do Rio publica cartilha para filiados que veta roupas com '13' e posts usando #Lula2026

 

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O diretório estadual do PT no Rio de Janeiro publicou nesta sexta-feira um comunicado no qual pede que os militantes da sigla não peçam votos ou usem vestimentas com o número 13, além de outras associações à legenda, na Sapucaí neste domingo. É quando ocorrerá o desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói que homenageará o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O partido deseja evitar judicializações futuras por propaganda eleitoral antecipada.

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"Nada de pedido de voto, nada de número de urna, nada de slogan eleitoral, nada de impulsionamento com caráter eleitoral. A legislação é clara e a gente não pode dar margem para questionamentos ou penalidades", disse o PT em postagem nas redes sociais.

A legenda também pede que os apoiares de Lula evitem postagens com a #Lula2026, o ataque a outros pré-candidatos e a distribuição de material gráfico com menções às eleições deste ano.

A três dias do desfile, o Palácio do Planalto vetou a participação de ministros, no domingo, na Marquês de Sapucaí. A primeira-dama decidiu desfilar e estará no último carro alegórico.

Já Lula vai acompanhar o desfile no camarote da Prefeitura do Rio, acompanhado do prefeito Eduardo Paes e aliados. O governo trabalha para evitar que a apresentação seja interpretada como propaganda eleitoral antecipada, o que está em análise no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Judicialização

A Advocacia-Geral da União (AGU) elaborou uma série de orientações sobre conduta repassadas a integrantes do governo, como pagar com recursos próprios a viagem ao Rio de Janeiro para assistir os desfiles, não solicitar voos da Força Aérea Brasileira (FAB) e também não transmitir o desfile em redes institucionais do governo.

Na quinta-feira, o plenário do TSE rejeitou, por unanimidade, dois pedidos apresentados pelos partidos Novo e Missão que tentavam barrar o desfile da Acadêmicos de Niterói. Os ministros apontaram que a proibição seria uma censura, mas ressaltam que foram apresentados indícios de riscos de ilícitos eleitorais. A liminar foi negada, mas o caso segue sob análise da Corte, e o Ministério Público Eleitoral foi citado para que se manifeste.

As legendas acusam Lula, o PT e a escola de samba de propaganda eleitoral antecipada. O desfile de Janja preocupa parte do governo sobre possíveis efeitos políticos negativos, mas aliados da primeira-dama defendem a decisão dela.

— Não há impedimento de nenhuma natureza para que a primeira dama possa desfilar, cabe a ela a escolha de ir ou não ao sambódromo. Não foram assegurados a ela direitos que possam ser equiparados a ministros de Estado ou a outras figuras do governo federal, não há sentido em impor restrições que são próprias a eles. Estão tentando criminalizar o desfile, o que é um equivoco e chamará ainda mais atenção à apresentação — afirma o coordenador do Grupo Prerrogativas, Marco Aurélio de Carvalho, que acompanhará Janja no desfile.

Lula embarca nesta sexta-feira para um tour de Carnaval que começará pelo Recife, onde irá ao Galo da Madrugada, passará por Salvador, onde verá apresentação de trios elétricos, no sábado, e terminará domingo na Marquês de Sapucaí, no Rio.

Como mostrou O GLOBO, há um clima de preocupação generalizada no governo com a possível a repercussão negativa da presença de Lula nessas capitais durante o carnaval. Há o receio de que Lula fique exposto às críticas e, sobretudo, vaias — algo que poderia ser explorado por adversários nas redes sociais num momento considerado por eles como sem grandes crises envolvendo o governo. Outro grupo de integrantes do governo, no entanto, defendem que a ida do presidente às festividades o aproxima do povo, pontuando que é importante Lula estar mais na rua.