Desemprego sobe em janeiro para 5,4%, mas ainda perto das mínimas históricas. Renda bate recorde
A taxa de desemprego iniciou o ano de 2026 subindo para 5,4% no trimestre encerrado em janeiro, após fechar o ano em 5,1% — o menor nível já registrado na série histórica, iniciada em 2012. Mesmo com a leve alta, a primeira desde março do ano passado, este ainda é o menor número já visto em um mês de janeiro, e a renda ainda bateu mais um recorde, chegando ao seu maior patamar.
O resultado faz parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada pelo IBGE nesta quinta-feira, e veio em linha com o esperado por analistas de mercado.
Segundo economistas, uma desaceleração no ritmo dos empregos já é sazonalmente esperada em janeiro, uma vez que os contratos temporários de fim de ano costumam se encerrar. Para a coordenadora da pesquisa, Adriana Beriguy, ainda assim, o resultado apontou para uma estabilidade dos indicadores de ocupação.
"Embora a entrada do mês de janeiro tenda a reduzir o contingente de trabalhadores, muitas vezes devido à dispensa de temporários, os efeitos favoráveis de novembro e dezembro reduziram o impacto desse movimento sazonal", disse ela.
Com isso, cerca de 5,9 milhões de pessoas estavam desocupadas no país em janeiro, número que subiu em relação a dezembro (5,5 milhões), mas que caiu 17,1% em relação ao mesmo mês de 2025, com menos 1,2 milhão de pessoas desempregadas. A população ocupada ficou em 102,7 milhões.
Mesmo com mais pessoas desocupadas, a renda bateu um novo recorde, chegando ao maior patamar da série, com rendimento real habitual em R$ 3.652 ante os R$ 3.560 registrados em dezembro. A massa de rendimento também bateu recorde, chegando a R$ 370,3 bilhões.
