Desembargador Ricardo Couto completa um mês como governador do Rio; relembre o que aconteceu

 

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O desembargador Ricardo Couto completa nesta quinta-feira (23) um mês no cargo de governador interino, após a renúncia de Claudio Castro. Entre as principais medidas tomadas está o pente-fino nas contas públicas, com a revisão de 6,7 mil contratos e a exoneração de 638 servidores em cargos comissionados até essa terça.

Agora, a expectativa é que o governador em exercício envie, à Assembleia Legislativa, um projeto de lei para limitar o número de comissionados a 10% do total de funcionários de cada secretaria. Oficialmente, o gabinete do governador diz que o tema está "em estudo".

Hoje, o estado tem mais de 14 mil comissionados. No início do governo de Castro, eram 9 mil

O governador interino Ricardo Couto também bloqueou, nessa semana, R$ 730 milhões que seriam destinados ao interior. Os recursos do fundo abastecido com royalties do petróleo foram liberados por Cláudio Castro horas antes da renúncia. Com mais de 630 exonerações, a economia anual já se aproxima de R$ 30 milhões.

Quarto na linha sucessória, ele assumiu devido à ausência de vice-governador e impedimento do presidente da Assembleia Legislativa. A missão de Couto seria convocar novas eleições, mas as regras pra esse pleito foram judicializadas, e a discussão acabou parando no STF.

O ministro Cristiano Zanin expediu uma liminar determinando que Ricardo Couto permaneça no cargo até o julgamento, que está parado há 15 dias.