Desembargador de Alagoas apaga publicação com saldo de R$ 96 após repercussão sobre salário de R$ 70 mil - QTU Questões do Universo

Desembargador de Alagoas apaga publicação com saldo de R$ 96 após repercussão sobre salário de R$ 70 mil

Fonte: Bandeira da fonte

O desembargador Márcio Roberto Tenório de Albuquerque, do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ-AL), apagou do Instagram a publicação em que exibiu um extrato de sua conta-salário com saldo de R$ 96,10.
, feito no dia 19, ganhou repercussão após o magistrado defender a remuneração da categoria na véspera de receber R$ 70 .082,99 líquidos.
O valor está acima do teto constitucional do funcionalismo, atualmente fixado em R$ 46.366,19.
Saldo bacário do magistrado
Reprodução das redes sociais (Instagram/@marciorobertoalbuquerque)
Na publicação, intitulada “O custo da coragem e o saldo do fim do mês”, Albuquerque disse que receberia no dia seguinte, 20 de agosto, o que chamou de “meu merecido salário”.
Ele classificou a remuneração como fruto de “muito trabalho, suor e, acima de tudo, honra”.
“Aproveitando que finalmente consegui um momento de repouso, decidi acessar minha conta-salário no BRB — instituição financeira que administra nossas contas em Alagoas — para conferir a situação.
O resultado? Cheguei ao fim do mês ‘de boa’, ou seja, com um saldo positivo de R$ 96,10 (noventa e seis reais e dez centavos), com as graças de Deus.”
Saldo bancário do magistrado
Reprodução das redes sociais (Instagram/@marciorobertoalbuquerque)
O extrato mostrava saldo negativo de R$ 161,83 na conta corrente e R$ 257,93 em uma aplicação automática, resultando no saldo positivo de R$ 96,10.
A imagem também exibia um limite de cheque especial de R$ 20 mil.
Com o crédito disponível, o total indicado pelo aplicativo bancário chegava a R$ 20.096,10.
Albuquerque acusou a imprensa de abordar os rendimentos da magistratura com um tom “crítico, malicioso e inconsistente” e de fazer generalizações que, segundo ele, buscavam desmerecer a Justiça brasileira e seus integrantes.
Ao mencionar os chamados “penduricalhos”, expressão usada para designar vantagens e pagamentos adicionais concedidos a integrantes do serviço público, o magistrado afirmou não ter recebido esse tipo de verba.
“Sequer tenho conhecimento de onde eles estavam.
Simplesmente não os recebi”, escreveu.
O pagamento de agosto foi o maior valor mensal recebido pelo desembargador neste ano.
Entre janeiro e julho, a média mensal líquida foi de R$ 65.311,38.
Em cada um dos sete meses, os valores também ficaram acima do teto constitucional.
Procurado pelo GLOBO, o gabinete do desembargador informou que ele não comentaria a publicação.
O espaço permanece aberto para manifestação.