Descobertas no mundo animal: aranha que brilha azul e dezenas de outras novas espécies são encontradas

Descobertas no mundo animal: aranha que brilha azul e dezenas de outras novas espécies são encontradas

Fonte: Bandeira



Cientistas do The Wilderness Project anunciaram a descoberta de mais de 70 novas espécies de animais no planalto de Lisima, na Angola. Entre as espécies estão oito espécies de libélulas ainda não descritas, três novas espécies de gafanhotos e aproximadamente 60 mariposas e borboletas novas para a ciência.

Cientistas acreditam ter descoberto origem de rio do ‘Jardim do Éden’

Censura de livros nos EUA provoca comoção nas redes

Ganhador de concurso do maior youtuber do mundo é preso viajando em avião com 260 kg de maconha

Além delas, uma aranha que brilha azul sob a luz UV também foi descoberta. Outros 300 espécimes aguardam categorização, segundo anúncio.

Planalto de Lisima: remoto e cheio de minas terrestres

Embora extremamente remoto, o planalto de Lisima sofreu com as décadas de guerra civil no país, tendo grandes partes tomadas por campos de minas terrestres enterradas, fazendo com que a região seja quase inteiramente desconhecida pelos cientistas, até agora.

O Wilderness Project observou que esse isolamento e os campos minados atuavam como uma barreira protetora contra a perturbação humana.

Mariposa-pluma

Nicky Bay/The Wilderness Project

“Como angolana, este trabalho representa para mim muito mais do que uma participação científica; é uma oportunidade de contribuir de forma significativa para o conhecimento biológico e a valorização do património natural de Angola”, afirma Laurinda Madela de Fraga, uma das biólogas do projeto.

“É também uma forma de deixar um legado duradouro para as futuras gerações de angolanos, reforçando simultaneamente o orgulho e a responsabilidade de proteger esta área única”.

Libélulas, mariposas e gafanhotos

Foram 103 novas espécies de libélulas e donzelinhas descobertas só na região de Lisima; dessas, 34 nunca haviam sido vistas na região. Outras oito, antes sem descrição e detectadas pela primeira vez em 2019, estão agora sendo formalmente descritas.

Rhyothemis fuliginosa

Rob Taylor/The Wilderness Project

Das mais de mil borboletas e mariposas vistas, acredita-se que até 6%, ou seja, 60, podem ser novas para a ciência.

Aranha que ‘brilha’ é grande descoberta

Entre as principais descobertas está a de uma aranha-caranguejo coroada que é capaz de emitir uma luz azul em reação a ser exposta a luz ultravioleta — fenômeno que os cientistas ainda não conseguem explicar: “Os resultados só serão possíveis após o exame dos espécimes em laboratório", esclareceu o The Wilderness Project”.

Aranha Ladybird Orb Web, possível nova espécie

Nicky Bay/The Wilderness Project

Para Rob Taylor, líder da expedição, o estudo representa uma nova etapa para a ciência angolana. Em entrevista à BBC, ele afirma que, embora o número de novas espécies seja surpreendente, o resultado mais importante é outro: “esta área deixou de ser uma tela em branco", disse.

"O objetivo não é simplesmente documentar novas espécies, mas garantir que os habitats dos quais elas dependem permaneçam intactos", explicou o cientista.