Desaparecimentos misteriosos na África do Sul podem estar ligados a 'prática de bruxaria'

 

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Uma série de desaparecimentos misteriosos na África do Sul reacendeu os temores de "assassinatos ligados a bruxaria".

O sumiço mais recente foi o da turista britânica Lorna McSorley, de 71 anos, seis meses atrás. A idosa não foi mais vista cinco dias após o início de um pacote turístico, depois de sair com o marido, Leon Probert, de 81 anos, do Ghost Mountain Inn, em Mkuze (KwaZulu-Natal, África do Sul), e não regressar.

A polícia sul-africana encontrou um mapa de papel amassado perto do local do desaparecimento da britânica, mas afirmaram que não há novas pistas.

Lorna saiu do hotel para uma caminhada com seu companheiro de 30 anos, em 27 de setembro. Imagens de câmeras de segurança mostram o casal de Devon (Inglaterra) saindo por volta das 14h30 com um mapa A4 marcando uma trilha circular de cinco quilômetros até um lago próximo. Pouco depois de iniciar a caminhada, Leon decidiu voltar ao hotel por causa do calor. A esposa seguiu a caminhada.

O agricultor Koos Prinsloo teve o último avistamento confirmado por volta das 15h15, quando Lorna parou em sua cerca para pedir informações. O restante do caso é um grande mistério. Uma busca massiva de seis dias, envolvendo policiais, guardas florestais, equipes de segurança privada, cães, drones, barcos, helicópteros e aviões, não encontrou nada.

Lorna McSorley e o marido, Leon Probert, na recepção de hotel em KwaZulu-Natal, África do Sul

Reprodução

A única informação de valor para a polícia foi que três celulares convergiram para a área onde o mapa de Lorna foi encontrado e lá permanceram por 15 minutos na tarde do desaparecimento. Um dos aparelhos parecia, posteriormente, deslocar-se na velocidade de um carro.

Desde então, uma jovem da região também desapareceu, e uma aposentada foi encontrada morta com as mãos decepadas.

Moradores locais e empresas de segurança privada alertaram que a morte de Lorna estava ligada a uma rede ligada a "assassinatos para bruxaria".

Por trás disso estaria a muti, uma medicina tradicional feita com plantas e animais, amplamente utilizada em toda a África. Mas alguns curandeiros radicais, conhecidos como sangomas e inyangas, afirmam que o uso de partes do corpo humano torna as misturas mais eficazes. KwaZulu-Natal é conhecida como uma área de grande prática de muti. Alguns moradores chegam a afirmar que a crença no seu poder, combinada com o medo, coloca a prática acima da lei.

Praticantes de medicina radical chegam a afirmar que as poções mais eficazes contêm partes de crianças, vítimas brancas ou pessoas com albinismo – e podem trazer boa sorte e riqueza.

De acordo com relatos locais, os praticantes dependem de uma rede obscura de olheiros que trabalham para obter esses órgãos.

O vereador Sthembiso Dlamini afirmou que, em seus cinco anos no cargo, pelo menos 10 homens, mulheres e crianças foram dados como desaparecidos em situações semelhantes. Três deles desapareceram nos últimos seis meses – e tudo o que foi recuperado foram órgãos ou partes do corpo faltando.

"Está acontecendo com muita frequência, agora cada vez mais. Todos na comunidade estão com muito medo", declarou ele ao jornal "The Times".

Ele também afirmou que nenhum suspeito foi preso em nenhum dos casos.