Desaparecimento de homem passa a ser tratado como homicídio após prisão de suspeito em Parauapebas

 

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O desaparecimento de Jô Tavares da Silva passou a ser investigado como homicídio após novos desdobramentos registrados na terça-feira (21), em Parauapebas, no sudeste do Pará. A mudança na linha de investigação ocorreu após a prisão de um suspeito, que teria confessado o crime à polícia e indicado o local onde o corpo da vítima teria sido descartado.


Segundo informações, o caso ganhou novos contornos após a localização do veículo da vítima, um VW/Nivus branco, que estava estacionado dentro de uma residência situada na Rua 20, no Bairro dos Minérios. A partir da descoberta, equipes da Polícia Militar entraram no imóvel, onde encontraram o suspeito, que foi detido no local.


Crime


De acordo com a polícia, durante a abordagem, o homem teria relatado que havia ingerido bebida alcoólica com a vítima na noite do último sábado (18) e que, após uma discussão, teria ocorrido uma luta corporal. Ele teria informado ainda que Jô foi atingido por golpes de facão e morreu ainda no imóvel. Conforme a versão apresentada, o corpo teria sido colocado no porta-malas do carro e levado até uma área próxima ao Rio Parauapebas, nas imediações do aterro sanitário, onde teria sido amarrado a pedras e lançado na água.


Com base nas informações obtidas, uma força-tarefa envolvendo equipes da Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros e Polícia Científica foi mobilizada para realizar buscas na área indicada. Até o momento, o corpo da vítima não havia sido localizado.


Durante as diligências no imóvel, os policiais encontraram um facão no jardim, que teria sido apontado como a arma utilizada no crime, com vestígios de sangue. Apesar da tentativa de limpeza do local, conforme apontado pelo próprio suspeito, os agentes identificaram marcas de sangue em diferentes pontos da residência.


Ainda segundo a polícia, foram apreendidos três aparelhos celulares, entre eles um que pertenceria à vítima, além de cartões bancários e documentos pessoais de Jô Tavares da Silva. Duas placas de veículos também foram localizadas no imóvel, mas não possuíam registro de roubo ou furto.