Deputado dos EUA pede que Rei Charles III se reúna com vítimas de Jeffrey Epstein

 

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Um deputado dos Estados Unidos solicitou que o Rei Charles III se reúna com vítimas de Jeffrey Epstein durante uma possível visita ao país. O pedido foi feito por Ro Khanna, parlamentar democrata e coautor de uma lei que obrigou o Departamento de Justiça a divulgar arquivos relacionados ao caso.

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Khanna propôs que o monarca realize um encontro privado com sobreviventes, com o objetivo de ouvir diretamente relatos sobre “como indivíduos e instituições poderosas falharam com elas”. Segundo o deputado, a iniciativa também ajudaria a tratar o tema com “transparência, seriedade e responsabilidade”.

Ao justificar o pedido, Khanna afirmou: “Como o senhor sabe, isso não é apenas uma questão americana”. Ele destacou conexões entre o caso e o Reino Unido, como a relação de Epstein com Ghislaine Maxwell, contatos com figuras públicas britânicas e sua presença em círculos sociais e políticos do país. Segundo ele, esses vínculos “levantam questões mais amplas sobre como Epstein conseguiu manter influência, credibilidade e proteção através das fronteiras por tanto tempo”.

A visita do Rei Charles III e da Rainha Camilla aos Estados Unidos não foi oficialmente confirmada, mas há indicação de que poderia ocorrer no fim de abril. A agenda incluiria passagem por Washington, encontro com o presidente Donald Trump e possível discurso no Congresso.

O Palácio declarou que as “simpatias do rei sempre estiveram, e continuam, com as vítimas de qualquer forma de abuso”.

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Khanna também mencionou Andrew Mountbatten-Windsor, irmão do rei, ao afirmar que parlamentares buscaram seu depoimento sobre relações com Epstein, mas ele “não respondeu” aos pedidos. Andrew não pode ser obrigado a depor nos Estados Unidos e nega qualquer irregularidade. Ele foi destituído de títulos no ano anterior devido às ligações com Epstein e firmou um acordo extrajudicial com Virginia Giuffre em 2022, sem admissão de culpa.

O deputado citou ainda Peter Mandelson, ex-embaixador britânico nos EUA, convocado a depor sobre relações com Epstein e possível compartilhamento de informações sensíveis.

"Ele se recusou a cooperar, citando a existência de uma investigação criminal”, afirmou Khanna.

Mandelson permanece sob investigação e foi preso no mês anterior por suspeitas de compartilhamento de informações governamentais sensíveis. Segundo a rede BBC, sua posição é que não cometeu crime nem buscou ganho financeiro.

O rei declarou recentemente que a família real está “pronta para apoiar” investigações policiais. A afirmação ocorreu após a detenção e liberação de Andrew sob suspeita de má conduta em cargo público.

O caso envolve o período em que Andrew atuou como representante comercial do Reino Unido, entre 2001 e 2011, com acusações de que teria compartilhado documentos oficiais com Epstein. Documentos recentes incluem fotos de Andrew com Epstein e uma imagem em que o ex-príncipe aparece ajoelhado sobre uma mulher com o rosto ocultado.