O deputado estadual Ednailson Rozenha avalia que Omar Aziz terá liberdade para conduzir o próximo Governo do Amazonas e tomar decisões sem pressão de grupos políticos. Em entrevista exclusiva ao BNC Amazonas, concedida nesta quarta-feira (4 de novembro), na Assembleia Legislativa do Estado (ALE-AM), ele atribuiu essa condição ao fato de o senador ter começado a campanha com poucos apoios políticos e enfrentado candidaturas respaldadas por estruturas maiores.
Rozenha foi reeleito deputado estadual com cerca de 62 mil votos, mais que o triplo da votação que recebeu em 2022, quando chegou à ALE com 20 mil. Antes, cumpriu mandato como vereador de Manaus, entre 2013 e 2016.
Empresário e presidente da Federação Amazonense de Futebol, ele também ocupa a vice-presidência da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). “O Omar chega com um governo praticamente pronto para tomar as decisões sem muita pressão externa, porque não deve muita coisa”, afirmou Rozenha.
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Na entrevista, Rozenha contou que o grupo de Omar tentou construir alianças antes da eleição, mas não conseguiu reunir o apoio das principais estruturas políticas do estado. Segundo ele, a campanha começou com poucas lideranças e precisou avançar com a própria base.
O deputado disse ter sido o primeiro parlamentar com mandato a apoiar Aziz. Afirmou que permaneceu ao lado dele por convicção e lembrou que também o apoiou em 2022, quando, segundo sua lembrança, o senador aparecia em posição desfavorável nas pesquisas.
Para Rozenha, os apoios que Aziz recebeu no segundo turno não criam necessariamente compromissos políticos de grande peso. “Quem veio no segundo turno já veio por gravidade”.
O deputado relacionou a vitória de Aziz à capacidade de mobilizar eleitores mesmo diante de candidaturas apoiadas por máquinas políticas. Na avaliação dele, o resultado rompeu uma tradição de convergência dessas estruturas em torno de um candidato ao governo.
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“Ele vai ser líder do próprio governo” Rozenha afirmou que Aziz poderá liderar a própria gestão e definir os rumos do governo.
“Omar vai ser líder do próprio governo, vai ser chefe. Ele vai mandar no governo”, disse.
O deputado acrescentou que o governador eleito está concentrado na transição e na organização das primeiras medidas da administração. Para o começo do governo, defendeu atenção a problemas básicos do estado, como o acesso à água potável, as condições das escolas e a situação da saúde pública.
A avaliação de Rozenha é que a ausência de grandes compromissos políticos pode dar ao governador eleito margem para priorizar essas demandas. “O Amazonas precisa do feijão com arroz”, afirmou.
Foto: Hudson Fonseca/Aleam
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