Deputado desiste de reeleição após admitir caso extraconjugal que provocou tragédia

 

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O deputado Tony Gonzales, que representa o Texas na Câmara de Representantes dos EUA, anunciou na noite de quinta-feira (5/3) que não tentará a reeleição em novembro. A revelação foi feita um dia após o parlamentar admitir ter tido um caso extraconjugal com uma assessora, que acabou morrendo ao atear fogo no próprio corpo, e afirmar "ter sido perdoado por Deus".

"Após profunda reflexão e com o apoio da minha amada família, decidi não buscar a reeleição, embora continue servindo ao meu distrito até o final do meu mandato", disse Gonzales em comunicado anunciando sua desistência da disputa pelo segundo turno das primárias republicanas. "Durante o restante do meu mandato, continuarei lutando pelos meus eleitores, pelos quais serei eternamente grato", acrescentou o deputado.

Em destaque, Tony Gonzales (à esquerda) e Regina Santos-Aviles, em evento com Elon Musk (entre os dois)

Reprodução

Gonzales deveria enfrentar Brandon Herrera no segundo turno das primárias republicanas, em 26 de maio.

"Agradeço a Tony Gonzales por tomar a decisão correta", escreveu Herrera no X.

O anúncio deve esfriar a pressão por renúncia de Gonzales, inclusive de membros do seu próprio partido, desde que mensagens de texto vieram à tona no mês passado, mostrando o deputado, casado e pai de seis filhos, pressionando a funcionária Regina Santos-Aviles, que era casada, a enviar fotos "sensuais".

"Cometi um erro e tive uma falha de julgamento", disse Gonzales durante entrevista no programa "The Joe Pags Show", um dia após as primárias republicanas para a Câmara dos Representantes na terça-feira (3/3), quando avançou para o segundo turno. "E houve uma falta de fé. E assumo total responsabilidade por essas ações", acrescentou o parlamentar.

Gonzales indicou que se reconciliou com sua esposa desde o caso extraconjugal em maio de 2024 com Regina Santos-Aviles, que era casada e mãe.

"Pedi perdão a Deus, e Ele me perdoou. Quando você comete erros como esse, nunca é fácil. Isso o torna mais humilde", finalizou Gonzales.

Outras mensagens entre Regina e um ex-colega, compartilhadas com o "NY Post", revelaram que ela discutia o "caso".

Regina Santos-Aviles

Reprodução/Facebook

Regina, que tinha 35 anos, ateou fogo ao próprio corpo no quintal da sua casa em Uvalde, em 13 de setembro de 2025, falecendo no dia seguinte devido às graves queimaduras sofridas.

O viúvo, Adrian Aviles, acusou Gonzales de "abusar do seu poder" ao se envolver com uma subordinada e exigiu que o parlamentar, casado e pai de seis filhos, seja responsabilizado criminalmente pela morte de Regina.